CMF remove escultura de José Pedro Croft; artista fará outra peça

A CMF iniciou hoje trabalhos de remoção da peça escultórica da autoria do artista José Pedro Croft, instalada nos jardins da Rotunda Rotary, junto ao Centro Comercial Fórum Madeira.

A decisão surgiu na sequência da queda de uma palmeira de grande porte sobre a escultura, no passado mês de Fevereiro, que colocou não só em evidência sinais de deterioração e desgaste na peça provocados pela passagem do tempo, como também provocou outros danos irreparáveis na estrutura da obra.

A Câmara Municipal do Funchal entrou em contacto com o artista para expor a situação, tendo o mesmo visitado o Funchal durante Maio para avaliar pessoalmente o estado da peça e quais as medidas adequadas a tomar em relação à escultura.

Após uma análise detalhada, tanto o artista, como a equipa de técnicos afectos à autarquia, chegou-se à conclusão que não é possível restaurar a peça de forma apropriada, além desta estar instalada num local desadequado à sua dimensão. Esta obra foi idealizada no início dos anos 2000 por José Pedro Croft, para um espaço habitacional situado na freguesia de São Martinho, tendo sido, posteriormente, transferida para a Rotunda Rotary.

A solução encontrada por ambas as partes foi, deste modo, remover permanentemente a escultura do local e proceder ao seu abate. O autor não quis, no entanto, deixar a cidade órfã da sua obra, pelo que se disponibilizou a oferecer ao Funchal um novo projecto da sua autoria, dando seguimento às políticas municipais de valorização do espaço público e enriquecendo o património artístico e cultural da cidade, refere uma nota da CMF.

José Pedro Croft é um conceituado artista plástico do panorama artístico nacional e internacional, formado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em meados de 1980. Em 1992, foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e venceu, em 2007, o prémio AICA. “O autor destaca-se pelo carácter arquitectónico e harmonioso entre as suas peças e o espaço natural, tornando-as particularmente enriquecedoras para o meio envolvente”, garante a Câmara.