Ireneu Barreto salientou na Calheta exemplo dos antigos combatentes

Ireneu Cabral Barreto considerou que “os combatentes são um exemplo para todos nós e devem ser apontados às gerações futuras como modelo pelo que representam de altruísmo, de coragem, de espírito de sacrifício, de abnegação e de devoção aos valores superiores da nossa Pátria”.

“As Forças Armadas, hoje como no passado, sempre disseram presente quando foram solicitadas”, enfatizou o representante da República para a RAM, na cerimónia de inauguração do monumento em homenagem aos combatentes do concelho da Calheta na Guerra do Ultramar, da autoria da artista plástica Patrícia Sumares.

“Na História de todos os povos e comunidades, há silêncios inexplicáveis, memórias por assinalar sem que para tal se encontre justificação.

Sempre chega, porém, o momento de quebrar esses silêncios, preencher esses hiatos com a justa homenagem aos que disso são plenamente merecedores, mas que, por razões tantas vezes insondáveis, não são devidamente recordados”, sublinhou Ireneu Barreto.

O dignitário sublinhou que os combatentes, “sem reservas ou preconceitos, consagraram tanto das suas vidas, muitas vezes até a própria vida, no campo da honra mesmo quando sentiam que estavam a combater numa guerra sem fim e sem futuro”.

“A Guerra do Ultramar foi o último conflito de grande escala que implicou todos os Ramos das nossas Forças Armadas e que envolveu o nosso País como um todo num ambiente de guerra. Noventa por cento dos nossos jovens foram mobilizados para um papel que tantos não aceitavam ou não compreendiam sequer. Cerca de 10 mil mortos e o dobro em incapacitados permanentes, foi o custo mais grave — mas não o único — desses anos de chumbo”, lamentou.

Considerou, portanto, um imperativo de justiça homenagear tais combatentes.