Raquel Coelho, deputada municipal pelo PTP, constatou hoje, na sessão solene de comemoração do 25 de Abril na CMF, que “o presidente Miguel Gouveia por razões que ainda não decifrei em concreto, está sozinho e assim governou este último ano. Isso foi claro nas diversas assembleias municipais onde enfrentava praticamente desamparado as críticas e as chamadas de atenção da oposição. Os restantes vereadores foi como se tivessem despido a camisola. Prova disso é que da equipa inicial só ficará Miguel Gouveia para disputar um novo mandato”.
“O caso da coligação Mudança faz-me lembrar uma das parábolas que Jesus Cristo contou aos seus discípulos para ilustrar a rejeição do povo de Israel em reconhecê-lo como Messias por ser de origem humilde. Contou que havia um senhor muito rico que decidiu dar uma festa com o melhor que havia para comer e beber, mas os convidados não quiseram comparecer. E o senhor revoltado disse aos seus servos: “a festa estava preparada, mas os convidados não eram dignos”. E assim é o Funchal, a festa da democracia estava preparada, com perda da hegemonia do PSD e com o desejo de mudança da população, mas o problema é que as pessoas que vieram protagonizar a mudança não estavam preparadas para essa tarefa”, enunciou.
“A vida de um concelho não pode ser trabalho de apenas um homem só e muito menos do poder económico. E digo isto porquê? Porque, do outro lado da moeda, temos o poder económico em força, qualquer dia os Funchalenses para pedir uma licença camarária têm de se dirigir à Calheta ou ao Largo dos Varadouros”, ironizou.
“Vêm aí pedregulhos piores que os do 20 de Fevereiro. Forças que não são amantes da liberdade e dos valores de Abril, que se pudessem estavam aqui com estrelícias ao peito em vez dos cravos vermelhos. Forças que não se coíbem de perseguir todos aqueles que os ousam criticar e pôr em causa os negócios privilegiados que absorvem os recursos da Região. Forças que infelizmente são até protegidas pelo poder judicial, que já ousa decretar aquilo que os eleitos pelo povo podem ou não podem dizer”, avisou.
“Resta saber se estará o Sr. Presidente Miguel Gouveia capaz de se libertar dessas amarras ou sucumbirá perante elas? Iremos reproduzir na Câmara do Funchal a hecatombe política da Assembleia Legislativa da Madeira? Completamente bipolarizada, onde não se distingue o poder da oposição. Sem vozes dissonantes ao poder instalado”, questionou.
“Da parte do Partido Trabalhista tudo faremos para impedir que tal destino se concretize”, prometeu.
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