Paulo Neves acha que Planos Nacionais de Recuperação devem incluir a Madeira

O parlamentar social-democrata Paulo Neves recordou que 10% do Orçamento executado pelo Governo Regional em 2020 foi destinado a despesas com a COVID-19, num “esforço extraordinário que teve bons resultados, mas que deve ser, a partir de agora e para o futuro, compensado pela República, não havendo qualquer justificação para a exclusão da Região da estratégia nacional”, refere um comunicado do PSD.

“Seja do ponto de vista dos apoios na área social e especialmente destinados às famílias, seja na área da saúde pública ou na componente económica e de apoio direto às empresas, a Madeira tem feito, até agora, um esforço extraordinário para combater, conter e minimizar os impactos da pandemia COVID19 que não pode continuar a ser negligenciado ou ignorado pelo Governo da República” afirmou, hoje, o deputado Paulo Neves, reiterando a necessidade do Estado acautelar a integração da Região na estratégia nacional em curso, nomeadamente nos vários Planos que existem e que garantem estes apoios fundamentais, até à data suportados exclusivamente pelo Governo Regional.

Segundo sublinha o deputado eleito pelo PSD/M à Assembleia da República, “não faz grande sentido que o exemplo que a Madeira tem vindo a assumir no que toca à gestão da pandemia não seja reconhecido a nível nacional e inclusive compensado, do ponto de vista da integração da Madeira nos Planos e Programas de acção tendentes a apoiar as famílias e as empresas portuguesas”, compensação essa que não é um favor mas, sim, um direito, por parte de uma região que faz parte de Portugal e que nem sempre é tratada e encarada como tal, para prejuízo dos seus residentes.

Ao contrário do continente e dos Açores – que gastaram, até agora, 3% e 4% dos seus orçamentos para lidar com a pandemia – “10% do Orçamento executado pelo Governo Regional, em 2020, ou seja 138 milhões de euros, foram afectos a esta gestão na Madeira, o que só por si elucida o esforço que temos vindo a fazer e que não temos de continuar a fazer sozinhos”, concluiu.