Albuquerque insiste na necessidade de pavimentar a estrada das Ginjas

O chefe do Executivo madeirense, Miguel Albuquerque, recebeu hoje na Quinta Vigia a cerimónia comemorativa do 108º aniversário do Corpo de Polícia Florestal. Na ocasião, considerou ter sido uma decisão “muito inteligente” a de na Madeira não ter sido extinto este corpo, que continua a ter, na sua perspectiva, um papel fundamental na preservação da floresta e do património natural da Região.

Questionado sobre as declarações de Idalino Vasconcelos, edil porto-santense, no sentido de acabar a sua carreira política, comentou que foi uma decisão dele, mas deixou claro o seu respeito pelo mesmo. “Desejo as maiores felicidades e agradeço, em nome da Região, o trabalho importantíssimo que ele realizou naquela ilha”, declarou.

Novamente questionado sobre a polémica pavimentação da Estrada das Ginjas, e sobre se essa decisão não poderia ser revista, Albuquerque disse que “grande parte da estrada não vai ser pavimentada, vai ser feita com um conjunto de empedrado, no sentido de garantir o escoamento das águas”. A estrada, onde o presidente disse já ter passado de jipe, já está aberta há mais de 40 anos e “tem um problema de drenagem”.

“Aquilo é um ribeiro que vem por ali abaixo. Se olharem com atenção (porque quem quer ver de uma forma sectária não vê nada)”, verifica-se, nas bermas, “um fenómeno de devastação da própria floresta laurissilva devido ao escorregamento de terras” causado, diz o governante, aquando das chuvas intensas.

“Nós cumprimos a lei, fizemos a discussão pública do projecto, com um conjunto de contribuições, o chamado estudo de impacto ambiental e depois será tomada uma decisão”, referiu, considerando todavia que “grande parte das participações foram com objectivos políticos nítidos” porque vêm da parte “de pessoas que nem sabem onde ficam as Ginjas, e tenho dúvidas que saibam sequer onde fica São Vicente e a Madeira”.

Questionado sobre o abate do pombo torcaz, disse que não são os agricultores que estão a proceder ao mesmo, mas “um conjunto seleccionado de pessoas com carta de caçador”, para proceder ao dito abate “de forma restritiva e em determinadas áreas”. Recorde-se que tem havido muitas queixas dos agricultores por causa dos danos que têm sido causados às colheitas, por esta espécie protegida. A ideia, disse, é diminuir a população de pombos torcazes “de uma forma controlada” e supervisionada pela Polícia Florestal.

Sobre eventuais alterações ao recolher obrigatório, nada adiantou de novo: “Vamos analisar. Isso tem de ser visto de semana a semana”. O presidente diz que vão começar a ser vacinados os professores, educadores e funcionários das creches, procurando garantir “maior segurança”.

Quanto às autárquicas, recusou-se a falar sobre o assunto, remetendo comentários para daqui a “mais alguns dias”.