Albuquerque insiste na manutenção das restrições devido aos “abusos”

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, continua a insistir na proibição dos madeirenses fazerem exercício ou passearem animais de estimação depois do recolher obrigatório.
“É proibido porque constatou-se que havia um conjunto de abusos”, repetiu. “Em vez de se passear o cão, iam-se passear uns aos outros e conviver. Portanto, neste momento lamento dizer, mas vai manter-se durante mais alguns tempos a proibição, até as coisas entrarem nos eixos”.
Quanto à retoma das ligações do navio Lobo Marinho ao Porto Santo, declarou, “depende da evolução pandémica”. Nas regiões ou países que desconfinaram muito cedo, apontou, o número de casos disparou imediatamente.
“O mais fácil era fechar tudo”, justificou o presidente, afirmando que se “fechasse isto tudo durante quinze dias, ao fim desse período teria dois casos na Madeira”. Mas, “como tenho a economia a funcionar, e o sistema de saúde a efectuar testagem, consigo gerir a situação”, alegou.
Neste momento, reconheceu, “o número de casos no Porto Santo é residual, mas é preciso levar em consideração que a população do Porto Santo que veio aqui às festas de fim-de-ano, causou logo um surto. A situação é muito delicada. O recolher obrigatório, neste momento, é muito importante para conter a pandemia (…)”, justificou. “A ideia de que está tudo acabado”, disse, não corresponde à realidade.
Albuquerque falava numa visita a uma exploração agrícola, dedicada à produção de hortícolas e frutícolas em modo de produção biológica, no Caminho Dr. William Eduardo Clode nº 9, em Santo António. Enalteceu, na ocasião, a perspectiva de dois jovens empresários, “encaminhados para o futuro”.
“A agricultura biológica é uma actividade que está em expansão na Madeira e no resto da Europa, uma actividade que tem futuro, porque as pessoas têm cada vez mais consciência da qualidade e do sabor dos produtos, além das implicações dos alimentos para a saúde”, considerou.
Referindo-se à exploração de banana na Madeira, disse que a GESBA já está a exportar banana biológica, o que representa um valor acrescentado.