Associação de Taekwondo da Madeira festeja dez anos de existência

foto arquivo
A Associação de Taekwondo da Madeira (ATKDM) assinala em 2021 uma década de existência. Um ano em que, infelizmente, os treinos se encontram suspensos, devido à situação pandémica, mas em que Mário Rodrigues, presidente da ATKDM, aproveita para recordar alguns dos mais significativos momentos da história do desenvolvimento desta arte marcial coreana na RAM. Fundada a 4 de Fevereiro por Mário Rodrigues e o seu mestre, o Grão-Mestre Paulo Jorge Martins,  que tem prestado um importante apoio ao longo dos anos com o seu vasto conhecimento nacional e internacional, a Associação tem desenvolvido uma intensa actividade promocional e desportiva junto das camadas jovens e menos jovens.
Uma vez formada esta agremiação, procedeu-se à filiação da mesma na Federação Portuguesa de Taekwondo para possibilitar a competição nas provas nacionais. A estreia nestas competições nacionais aconteceu no final de Fevereiro de 2011, com a atleta Stefanie Camacho, no Campeonato Nacional de Combates Sub21. A taekwondista, com uma brilhante prestação, alcançou a primeira medalha nacional para a Madeira, ficando no 3º. lugar, medalha de bronze.
Em 2014, após uma reestruturação da Associação e com uma nova direcção reconhecida pela Direcção Regional do Desporto, foi possível obter apoios regionais para a realização de provas regionais e para as viagens de participação nacional.
“Iniciámos a Liga Regional de Taekwondo da Madeira e realizamos a 1ª. Taça da Madeira de Taekwondo, organizámos cursos de arbitragem de combates e técnica, de monitores de Taekwondo, estágios de combates e técnica com mestres reconhecidos a nível nacional e internacional”, recorda Mário Rodrigues, 5º Dan e treinador nacional de grau 2 do IPDJ.
“Em 2015 começámos com os campeonatos regionais de combate e poomsae (demonstração técnica) de apuramento para os campeonatos nacionais, onde começamos a obter bons resultados e a trazer medalhas para a Madeira”, aponta.
Recordando os atletas madeirenses medalhados, Mário Rodrigues salienta que nesse mesmo ano no Campeonato Nacional de Combates em cadetes o atleta Jerónimo Sousa alcançou a medalha de bronze; no ano seguinte, no mesmo escalão, foi a vez da atleta Margarida Ferreira alcançar o bronze, e em sub21 o taekwondista Alexis Santos classificou-se num honroso 5º.lugar.
A ATKDM participou também pela primeira vez no campeonato nacional de Poomsae kups (demonstração técnica para os cinturões abaixo de cinto negro) obtendo mais um bronze, pelo atleta José Santos. Outro bronze foi obtido pela atleta Isabel Laranjeiras no 1ºOpen Internacional do TCSAC também em poomsae.
No ano seguinte, no Campeonato Nacional de Poomsae kups, a RAM  obteve o primeiro titulo de Campeão Nacional do Taekwondo madeirense, pelas atletas Isabel Laranjeiras, Mariana Fernandes e Sara Camacho, em trio feminino; logrou ainda alcançar duas medalhas de bronze, uma pelo atleta Gonçalo Sousa, e outra pela atleta Isabel Laranjeiras.
Seguiram-se mais duas medalhas de bronze no 2ºOpen Internacional do TAekwondo Clube de Santo António dos Cavaleiros, pelas atletas Mariana Fernandes e Sara Camacho em poomsae kups, e no ano seguinte, no 3ºOpen Internacional do TCSAC na primeira participação do trio Isabel Laranjeiras, Mariana Fernandes e Sara Camacho na competição de Dans (cinturões negros), as três praticantes conseguiram alcançar o bronze em mais uma conquista internacional.
“Adquirimos o sistema de coletes electrónicos para adultos e infantis graças ao patrocínio do grupo Sousa e passamos a realizar os campeonatos regionais com este sistema electrónico que torna a competição mais atractiva e mais justa”, salienta ainda Mário Rodrigues. “Neste momento temos 6 clubes filiados na nossa Associação a quem agradecemos o apoio e confiança, nomeadamente o Clube Desportivo Unidos da Camacha, União Desportiva de Santana, Club Sport Marítimo, Salesianos do Funchal, Clube Tornados Taekwondo e Clube Desportivo Mar e Serra”.
“Nestes novos tempos de pandemia”, aponta o mestre responsável pela orientação do Taekwondo na Madeira, “tivemos de recorrer aos treinos online e no exterior e nas competições online de poomsae, onde os nossos atletas obtiveram vários pódios nacionais e internacionais. Vamos continuar o nosso caminho marcial e desportivo sempre com o objectivo de evoluir e obter mais títulos desportivos. Assim que acabarem as restrições voltaremos com mais vontade e força para novos desafios futuros”, promete o mestre.
Entretanto, e em nota de rodapé, refira-se que já foram formados 15 cinturões negros em Taekwondo, na Madeira, até à data.