Uma luz na Aviação: Airbus poderá anunciar novo A322

Após um ano de delapidação na aviação, encerramentos de rotas, algumas ideias novas começam a brotar.

Airbus: novo A322

Um rumor de uma fonte razoavelmente credível afirma que Airbus está mesmo prestes anunciar o A322. Não seria apenas mais um alongar da família A320, nem versão incremental do A321NEO. Teria uma asa em fibra de carbono, bastante maior, motores novos (esta seria a surpresa), e levaria mais 12 passageiros que o A321. Visualmente, mais uma saída de emergência e possivelmente asas com pontas dobráveis, para caber nos estacionamentos de onde a família A320 opera, tal como o 777-9. Estaria prevista a sua entrada ao serviço em 2025. Não existe ainda nenhum mock-up a circular deste conceito, por isso abaixo se ilustra o A321NEO. Seria mais longo, com motores maiores, e também asas alongadas.

Airbus A321-251NX “Retro” da TAP Air Portugal (Crédito: José Luís Sousa Freitas)

Em termos de Airlines não se assistiu a falências em massa, mas sim à contração. Resulta de regimes de lay-off generalizados, ajudas de estado, mas sobretudo da não perda competitiva, comparável. E, de não valer a pena liquidações, numa altura em que não se consegue alienar aeronaves, nem mesmo estimar o valor desses bens.

Eurowings Discover

Uma notícia interessante foi a Lufthansa ter anunciado uma nova companhia de longo curso, a Eurowings Discover. A atual Eurowings é uma operadora low cost que serve as companhias do grupo Lufthansa. Esta irá ser totalmente independente e atacará o mercado de turismo de longo curso. Em primeira instância competirá com a Condor, que só não fechou porque o Estado alemão também lá aplicou um curativo monetário. Mas eu desconfio do seguinte: que o turismo não irá desaparecer, pelo contrário, haverá mais incentivo para que as pessoas saiam do seu home office e queiram usar o seu tempo livre para sair, e quanto mais longe, melhor. Contudo, alternativas ao modelo de encher os grandes pássaros de metal com populações estratificados, embolsando bilhetes gordos dos passageiros de negócios, e desse modo poder proporcionar bilhetes competitivos em económica, poderá estar a ser novamente testado.  A necessidade de grandes aeronaves, se não excluída para sempre, foi mais uma vez confirmada como não imediata. A Boeing anunciou uma perda de 6,5 bilhões relativos ao ano transato, mas mais marcante foi o adiamento da entrega do primeiro 777-9 para 2023, previsto até então para meados de 2022. O avião está em fase final de certificação, tendo voado pela primeira vez no início do ano passado.

Regresso do Boeing 737MAX aos céus aprovado na Europa

O Boeing 737 MAX foi revalidado para voar comercialmente pela EASA, congénere europeia da FAA, que já o tinha feito no mês passado. Não há uma corrida ao ar porque o retorno aplica-se a um 737 modificado e não ao que está no solo. Isso implica custos e a urgência em colocar mais aeronaves operacionais não é a mesma de há um ano atrás.