Estepilha: navio-draga demora, demora e vai atirar os inertes ao mar

Foto Rui Marote
O navio-draga “Baixio” consegue surpreender com o que a diferença entre o que é para “fazer” e “ir fazendo”. Cerca das 13h30 a draga deixou  o local que esta manhã dragou, para deixar os inertes depositados e vazá-los a cerca de duas milhas em pleno mar. Surpreendeu-nos o tempo desta operação. Eram 17 horas e a arieira responsável pela dragem do porto do Funchal continuava no mesmo local. Com ajuda de uns binóculos descobrimos que procediam à devolução desses materiais descarregados pela grua num autêntico vaivém. Uma manhã para colocar essa extracção no interior do Baixio, e uma tarde para devolvê-los ao oceano.
Esta draga não esta preparada para que o escoamento dos aglomerados se façam pelos canais das areias e lamas. Por este andar nem o “pai morre nem a gente ceia”, como se costuma dizer. Esta labuta sem remédio configua quase autênticos trabalhos forçados siberianos.
Quanto a atirar os inertes ao mar, a mesma foi ainda tema de uma publicação no facebook, de um nome conhecido ligado às actividades marítimo-turísticas. Principalmente porque se realizava nos limites da reserva natural do Garajau…