Micro, pequenos e médios empresários concentraram-se junto à Quinta Vigia

Cerca de uma trintena de pessoas esteve presente hoje frente à residência oficial do presidente do Governo Regional da Madeira, para deixar claro que “não há futuro para a economia regional se deixarem, falir, fechar, encerrar as pequenas empresas”. Esta foi a mensagem da entidade responsável pela organização desta manifestação, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas. A CPPME diz que a realidade dos micro e pequenos empresários e seus trabalhadores  “desesperam por apoios estatais efectivos e eficazes”, nestes tempos “dramáticos” de pandemia.

“A gravidade da situação obrigava a que o Governo Regional tivesse tomado medidas ajustadas
para ajudar a cuidar da saúde das nossas empresas, que tivesse promovido medidas rigorosas e
de rápida implementação para os diversos tipos de Micro, Pequenos e Médios Empresários.
A marcação desta nossa concentração começa a dar frutos. O Governo apresentou novas
medidas de apoio que abrangem os sectores da restauração e do táxi. Podemos afirmar que estas
medidas são resultado da convocação desta concentração e da acção que a CPPME realizou ao
propor um fundo para o sector dos táxis”.

A CPPME diz  que as medidas anunciadas pelo Governo, continuam a não ser suficientes para dar resposta à gravosa situação que afectou e afecta os empresários da Região.
“Anunciam hoje e voltam a anunciar medidas que têm sido sempre insuficientes, sempre
acompanhadas de inúmeras burocracias, medidas restritivas, discricionárias, com demoras e cheias de trapalhadas”, queixam-se. “Falam de milhões para apoios, mas se os há, é para benefício de alguns, e não foram os Micro e Pequenos Empresários, esses, vivem angustiados, levando muitos ao desespero por não saberem o dia de amanhã, atormentados porque os parcos apoios a que se candidataram nunca mais chegam”.

Quanto mais o governo tarda em disponibilizar esses apoios, que são fundamentais, para a
retoma da economia e a preservação de postos de trabalho, mais se tem agravado a situação
económica e social, com as inevitáveis repercussões, o encerramento de centenas de empresas,
levando ao desemprego centenas de trabalhadores”, reza um comunicado.

“Os Micro Pequenos e Médios Empresários são 99, 9% do tecido económico Regional, asseguram
à Região bens e serviços essenciais, produzem riqueza. O Governo tem a obrigação de nos ouvir.
A proposta apresentada pela CPPME a 8 de Abril, ao Governo à Assembleia Regional e aos seus
Grupos Parlamentares, para a criação de um Fundo de Emergência para os Micro empresários,
fundo esse, que deveria corresponder a um apoio a fundo perdido equivalente aos custos de
estrutura (valor de um arrendamento, salários, e outras das despesas permanentes num mês).
Esta nossa Proposta a ter sido concretizada teria sido uma medida de alcance real para as Micro
Empresas. Esta, sim, teria sido uma linha de apoio para ajudar a retoma da actividade empresas
da Região da Madeira”, sentencia a Confederação.

“Com a criação desse Fundo de Emergência pretendia-se que fosse assegurada a liquidez e
fluidez das tesourarias das MPME sem as restrições existentes, que excluíam a maioria das
Micro e Pequenas Empresas (inexistência de incidente bancário, inexistência de dividas à
Segurança Social e à Autoridade Tributária). Porém as medidas sucessivamente anunciadas pelo Governo Regional, tal como as propostas divulgadas pelo Governo da República, não têm dado resposta à gravosa situação que afecta milhares de Micro e Pequenos Empresários, face á situação que vivemos”, refere-se.

A CPPME foi entregar ao Governo 17 propostas que, pela importância e a repercussão que terão nas micro e pequenas empresas são urgentes pelo efeito indutor que provocarão na dinamização da economia.