Estepilha: Ainda agora a nova gare marítima se iniciou, e já a polémica estalou…

Rui Marote
O FN deu conta em primeira mão do projecto da nova gare do porto do Funchal, no cais 6. A tutela da APRAM está na alçada da Vice-Presidência do Governo Regional, que, de acordo com o que apurámos, quer fazer alterações ao projecto abolindo o elevador que dá acesso à Praça do Mar, também conhecida como CR7. Os cruzeiristas, se a intenção for avante, continuarão pois a enfrentar as barreiras arquitectónicas naquela “etapa da montanha” empurrando as cadeiras de rodas com turistas idosos ou com deficiência por uma rampa acima.
Conheço mais de meia centena de portos desde o Alasca ao Ushuaia (Argentina) e só um merece a referência de um porto “montanhoso”, nomeadamente Santorini, aonde os turistas têm de subir por elevadores  ou de burro ou de mulas, em jeito de atracção turistica… Na Madeira desde há muito que deixou de haver estes asnos, muito úteis no transporte de areias das ribeiras. Talvez devam ser ressuscitados para acudir aos turistas dos portos, como em Santorini. Em democracia, é sabido, cada um tem liberdade de opinião. Ultimamente vemos o economista a querer ser engenheiro, botando palavra em seara alheia. Estepilha: aos arquitectos a arquitectura, aos engenheiros a engenharia, aos economistas a economia, Por este andar temos as pescas a fazer o plano e orçamento. A César o que é de César, a Deus o que é de Deus…

O Estepilha recorda, a propósito, a história de um médico pioneiro na Madeira da cirurgia para retirada da vesícula, como colecistectomia… cirurgia por laparoscopia ou por vídeo. É feita com 4 furos no abdomen. Era ele o Dr Buller, que conheci na década de 70 como director do hospital Universitário de Lourenço Marques hoje Maputo. Em 1988 Bazenga Marques foi secretário regional da Saúde e Assuntos Sociais. Nessa época foi preciso efectuar obras no bloco operatório do Hospital da Cruz de Carvalho. Obras intermináveis que ficaram a cargo do Dr. Buller, que se intitulou médico engenheiro, deixando a bata branca pelo fato de macaco.
Num dia levantava-se uma parede, uma semana depois a parede ia ao chão. Obras que ainda hoje enfermam aquele bloco operatório.
Estepilha, “cada macaco no seu galho”. Perdemos nessa altura um grande médico para termos um curioso engenheiro…