A Câmara Municipal de Santa Cruz respondeu a acusações formuladas pelo deputado municipal do PSD, Bruno Camacho, acusando-o de “desonestidade”. “Esta é a palavra que melhor define o comunicado que ontem produziu como reacção ao programa de formação e emprego anunciado pela Câmara Municipal de Santa Cruz”, refere o edil Filipe Sousa.
De acordo com o mesmo, Bruno Camacho “é desonesto quando afirma que esta autarquia quer enganar os desempregados, no sentido de que o programa anunciado não vai resolver o problema do emprego. Ora Bruno Camacho sabe perfeitamente que o programa anunciado não tem esse objectivo, nem compete às autarquias uma política de emprego, dado que, segundo a lei nº 75/2013, de 12 de Setembro. essa não é uma atribuição dos municípios. O que vamos fazer é, dentro das nossas possibilidades financeiras, contribuir para o adquirir de novas valências aos que vierem a ser integrados no citado programa. Valências que depois possam abrir novas possibilidades de emprego”, refere uma nota enviada à comunicação social.
Filipe Sousa critica ainda Bruno Camacho quando este atribui as culpas do desemprego à Câmara de Santa Cruz, “quando sabe perfeitamente que as políticas de emprego são competência dos Governos e do modelo de desenvolvimento por estes definido. Se há desemprego na Região, a culpa não é de certeza das câmaras que não têm competência nessa área”, acrescenta, criticando o modelo de desenvolvimento implementado pelo PSD durante mais de quatro décadas.
Bruno Camacho é, por outro lado, desonesto quando acusa a actual gestão autárquica em Santa Cruz de promover a precariedade laboral através de recibos verdes. “A este propósito, refira-se que quando chegámos a este Município, o anterior executivo, que era PSD, tinha dezenas de recibos verdes, muitos há mais de 10 anos, numa situação que fomos nós a regularizar”, afirma.
“O senhor deputado municipal Bruno Camacho é desonesto quando elogia a política de emprego do Governo Regional e quando dá a entender, mentindo, que só o Governo tem tentado atenuar os efeitos da pandemia. Passa por cima, de forma desonesta, de todas as medidas sociais implementadas em Santa Cruz”, acusa ainda o executivo camarário.
Filipe Sousa considera que outra manifestação de desonestidade é a constatação, pelo social-democrata, que o crescimento do desemprego não está intimamente ligado à pandemia. “Ora em todo o mundo se reconhece este facto, mas só na cabeça do senhor deputado Bruno Camacho é que esta ligação não existe. Nem conhece a realidade do seu concelho nem da sua região, com a tremenda crise na hotelaria e similares, nem o drama que vivem centenas de trabalhadores do aeroporto em layoff. Para o senhor Bruno Camacho, é tudo culpa da Câmara”.
“Por último, Bruno Camacho, além do desconhecimento daquelas que são as competências das autarquias, o que é grave para um deputado municipal e auto-proposto candidato à Câmara de Santa Cruz, parece desconhecer também as medidas que os autarcas do seu partido estão a tomar, já que em Câmara de Lobos também foi anunciado, pela insuspeito autarca do PSD, um programa de ocupação de desempregados”, conclui Filipe Sousa.
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