SINDEPOR-Madeira foi explicar a Pedro Ramos porque não adere à greve nacional de 9 a 13 de novembro

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR-Madeira), reuniu a 3 de Novembro de 2020 com o Secretária Regional da Saúde.

Os dirigentes sindicias foram apresentar  felicitações pela forma como a Região tem gerida a crise pandémica mas também foram abordar cinco temas que interessam à classe.

Por um lado justificaram a razão da NÃO adesão à greve Nacional de 9 a 13 de novembro: face à capacidade de diálogo e abertura que, por cá, tem permitido avanços negociais para os Enfermeiros na Madeira.

Aind assim, enumeram as razões que justificam a greve Nacional nomeadamente: equiparação entre CTFP /CIT; descongelamento e correto reposicionamento na atual Carreira com uma justa atribuição e contagem de pontos; Reforma aos 57 anos e 35 anos de serviço e Subsídio Risco para TODOS os Enfermeiros numa profissão de Desgaste Rápido, com uma Penosidade acrescida, à qual se associam co-morbilidades de muitos Enfermeiros em exercício profissional.

Por outro lado, foram indagar da resposta da tutela às questões apresentadas ao SESARAM  nas 2 últimas reuniões tendo obtido da Secretaria Regional da Saúde a resposta segundo a qual todas as situações  apresentadas estão  a ser acompanhadas e algumas ultimadas nomeadamente as situações a enviar para DLR.

Relativamente ao eventual agravamento da pandemia COVID-19 na Região foram abordadas algumas  questões no que concerne ao exercício  profissional da Enfermagem, nomeadamente perspetivas de readequação  de medidas no atual cenário como o Teletrabalho, Redução de equipas, Horários 12h, etc.. Sobre estas matérias, a tutela reafirmou que não se perspetivam de momento alterações podendo haver alterações com uma evolução positiva do atual quadro.

Sobre os Equipamentos de Proteção Individual, a tutela reafirmou que eles são  em número adequado aos vários  contextos sendo que serão emanadas diretrizes para solucionar as várias situações. Sobre as visitas a utentes nos serviçso do SESARTAM, o que se pede é o respeito de todas as diretrizes em todos  serviços  de forma a não  fazer perigar os utentes  e funcionários.

O SINDEPOR quis saber da necessidade de equipas exclusivas COVID de forma a minimizar o risco de contágio  nos vários  serviços e em diferentes instituições assim como a integração de novos  elementos em alguns serviços nomeadamente  nos Cuidados Intensivos. Sobre isto, receberam da tutela a resposta de que as situações já estão previstas avendo apenas necessidade de análise e acompanhamento.

Sobre a temática do subsídios de risco a todos os profissionais, a Secretaria da Saúde revelou que está previsto Prémio de Desempenho aos Enfermeiros  que trabalham diretamente com doentes COVID sendo que o subsídio de risco extensível a todos os enfermeiros está em análise.

O SINDEPOR deixou ainda a Pedro Ramos a necessidade de reforçar o papel dos Enfermeiros no “design” das novas unidades (arquitetura do novo hospital e/ou remodelação de serviços atuais), de forma a diminuir constrangimentos ao exercício profissional dos Enfermeiros em unidades recém inauguradas.


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