PS exige divulgação actualizada dos dados relativos à situação da Saúde

Os deputados do PS-Madeira insistem na introdução de mais transparência na informação prestada pelo Sistema Regional de Saúde como forma de dar mais confiança a população. Numa declaração à comunicação social, o deputado Élvio Jesus, revelou perplexidade face à falta de respostas do Governo Regional a este problema, que se recusa a prestar informação mesmo quando é questionado pela oposição.

Para o também enfermeiro e deputado do PS-Madeira “este processo não tem sido bem gerido, nem tem sido transparente. O Governo Regional pouco ou quase nada diz quando tem o dever de prestar contas à população através da publicação de dados, e de responder à oposição, quando questionado pelos deputados na casa da democracia regional, a Assembleia Legislativa da Madeira.”

Os socialistas dizem não compreender a inexistência de dados actualizados a respeito das cirurgias em lista de espera, de cirurgias, consultas hospitalares e exames complementares e de diagnóstico, bem como a propósito dos números mais actualizados do Programa de Recuperação de Cirurgias (PRC).

Os números disponibilizados pelo Governo Regional não estão actualizados, não permitindo, por isso uma correcta leitura do momento atual no que toca ao acesso à saúde, diz o PS.

“Esta situação tem de se reverter, no sentido que aos cidadãos lhes seja garantido, não apenas o acesso mais rápido de acordo com as necessidades que as pessoas têm, mas também que este acesso seja transparente para toda a sociedade não tenha dúvidas na gestão desses processos”, frisou Élvio Jesus, que relembrou o facto de, para além dos processos de Saúde serem pouco transparentes, a população também “tem dificuldade em aceder aos serviços de saúde e essa dificuldade, nos últimos anos, tem vindo a aumentar”, particularmente com esta pandemia, onde a situação se agravou.

“Sabemos que com a pandemia é natural que os serviços tenham mais dificuldade em dar resposta, mas a situação na Madeira, e uma vez que tem estado controlada, não se justifica tanto atraso como as pessoas sentem no contacto aos serviços de saúde”, aponta, assinalando que as pessoas necessitam de ter “confiança na resposta do SESARAM, nos tratamentos continuados para poderem trabalhar e para terem o mínimo de qualidade vida e bem-estar a que tem direito”, concluiu.