CDS explica razões para abster-se no empréstimo de 5 milhões e na dissolução da empresa FrenteMarFunchal

A vereadora do CDS Funchal, Ana Cristina Monteiro, expressou hoje a posição dos centristas sobre a questão do empréstimo de cinco milhões de euros e sobre a dissolução da empresa municipal Frente Mar Funchal, após a reunião de executivo camarário, ocorrida, hoje, pela  amanhã nos Paços do Concelho. Disse a vereadora que, em relação ao empréstimo, já foi apresentado o relatório final. O CDS absteve-se na aprovação deste empréstimo e aproveitou para questionar o executivo sobre a intenção do mesmo, pois “não foi apresentada qualquer razão ou caderno de encargos que o justificasse”.

“Para além disso, e nas reuniões anteriores, foram chumbadas propostas que iriam beneficiar os munícipes, tendo em conta a sua situação económica provocada pela pandemia”, declarou.  Também foi hoje apresentada, pelo executivo camarário, uma proposta de dissolução da empresa FrenteMar Funchal. O CDS absteve-se e “aproveitou para chamar a atenção do executivo para o facto de, ter sido aprovado, em Assembleia Municipal, por dois terços dos deputados municipais, um requerimento apresentado pelo deputado independente Orlando Fernandes, com o objectivo de se realizar uma auditoria externa, efectuada por um perito independente, o que acabou por não ser cumprido pela Câmara”.

“Para além disso, a documentação que fundamentaria esta dissolução da empresa só foi entregue durante a reunião, o que vai contra o regulamento das reuniões de executivo. E não constava, nessa documentação, qualquer auditoria externa aprovada pela Assembleia Municipal. Assim sendo, O CDS sem documentação e sem auditoria externa, não pode viabilizar qualquer dissolução da empresa FrenteMar Funchal”, explica o partido.