RIR acusa CMF de ter “filhos e enteados” no que concerne à habitação social

O partido RIR esteve ontem no bairro da Ribeira Grande em Santo António ( Apartamentos Vermelhos ), para convidar os residentes deste bairro a participarem na inauguração do Bairro da Quinta Falcão, que fica a 300 metros deste, e reivindicar para o seu bairro tratamento igual, no que diz respeito a melhoramentos e obras.

Diz Roberto Vieira, responsável deste partido, que o bairro da Ribeira Grande já não tem obras de melhoramento, quer no exterior, quer no interior, há várias décadas. “Esta Câmara a única coisa que fez, foi mandar retirar as plantas e flores do seu interior e aumentar as rendas, medidas estas que atingiram também os outros bairros sociais da Autarquia”, denuncia.

O RIR diz ter conhecimento de que os apartamentos em construção já estão distribuídos, em nome do «2Amianto zero”. Alerta todos aqueles que aguardam por uma habitação social a estarem atentos, “pois esta autarquia no nosso entender, tem cometido erros graves na atribuição de casa, pois atribuiu apartamentos T2 a uma pessoa só, deixando para trás famílias com filhos, o que é injusto e lamentável”, acusa.

O RIR abordou ainda a “guerra civil” que diz decorrer dentro da Câmara Municipal, “para ocupar o lugar do administrador dispensado, que continua com o salário milionário que usufruía, mesmo sem exercer tais funções e da pretensão da vereadora Madalena acumular o tacho, o que parece ter sido negado, uma vez que o Presidente chamou a si essa responsabilidade”.

O partido diz “defender uma auditoria externa e urgente, a esta Empresa Municipal, bem como a revisão dos critérios de atribuição de habitação social, para evitar injustiças e supostos favorecimentos, a atribuição das casas de habitação social deve ser rigorosa e fiscalizada por um representante de cada partido com representação na Assembleia Municipal e com a facultação dos processos de candidatura, a ver se a atribuição está a ser feita com justiça e transparência”.

O RIR desafia, por outro lado, todos aqueles que esperam por uma casa social, “a não terem medo e sempre que se sintam injustiçados, que denunciem todas as situações às autoridades, pois só assim um dia poderão ter a sorte de serem um dos felizes contemplados”.