Faleceu hoje, aos noventa anos de idade, o carismático actor escocês Sean Connery, que encarnou primeiro e da forma mais competente possível no cinema a personagem do agente secreto britânico James Bond. Mas Sean Connery não se ficou por aí e a sua presença fez-se sentir em muitas e muitas produções da Sétima Arte.
De acordo com a BBC, Sean Connery morreu pacificamente durante o sono nas Bahamas. Já se encontrava doente há algum tempo, segundo referiu o filho.
Connery conquistou o Oscar de melhor actor secundário em 1988, pelo papel desempenhado no filme “Os Intocáveis”, película da autoria de Brian de Palma e que relembrava a luta de Eliot Ness contra Al Capone durante a época da chamada “Lei Seca” nos Estados Unidos, quando as bebidas alcoólicas eram proibidas.
Também encarnou um frade franciscano avançado para a sua época, a Idade Média, seguidor de Roger Bacon e um verdadeiro detective, na adaptação ao cinema por Jean-Jacques Annaud do brilhante romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa”.
O seu último filme foi a adaptação de uma banda desenhada, “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, vestindo a pele de uma personagem famosa da ficção, o caçador e explorador Allan Quartermain, do romance “As Minas de Salomão”, de Rider Haggard.
Como James Bond, a memória de Sean Connery nunca será esquecida. Embora capaz de interpretar muitas outras personagens, emprestou ao papel uma aura de charme descontraído, ao mesmo tempo que transparecia uma frieza implacável que marca a personalidade do agente, em muitos momentos marcantes dos filmes.
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