Estepilha: o novo “brinquedo” anunciado para o Natal tarda…

Rui Marote
Estepilha: não falta quem minta, no desejo de prometer céu e terra. A chegada do dito “brinquedo” foi referida por diversas vezes antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos. No Brasil, Bolsonaro ironiza com a pressa do ano acabar e a pressa em comprar o “brinquedo”. O Reino Unido anunciou-o em Setembro, mas já estamos a chegar a Novembro e nada. A prometida prenda sempre virá no trenó do Pai Natal, vindo da Lapónia? Duvida-se.
Aportuguesando as coisas, quase parece D. Sebastião, de cognome “O Desejado”, desaparecido em batalha mas que haveria de chegar numa manhã de nevoeiro. Até hoje…
O Estepilha ainda se lembrade quando era criança e aguardava e desesperava em poder chegar ao Natal. Demorava  uma eternidade. Sonhava com os brinquedos no sapatinho junto à lareira. Recordo a montra do Bazar do Povo, com o comboio que circulava, observado com o nariz esborrachado contra o vidro da montra. Era brinquedo desejado,  sem possibilidades para os bolsos dos meus pais. Em vez desse, recebia o da papelaria Talassa, feito de folha… Nem por sombras tão apetecíveç
O secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu que o “brinquedo” esteja “disponível” e “acessível” para todos…Mas nem na loja do Talassa existe stock, e o Pai Natal não tem sacola que chegue.
Entretanto, as fábricas de “brinquedos” só pensam em contabilizar. Deixemos o conteúdo humorístico e vamos chamar os bois pelos nomes. O dito e desejado “brinquedo” é a vacina que tarda, contra o novo coronavírus. Entretanto, a agência sanitária dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), aprovou o antiviral Remdesivir como tratamento para a Covid-19 em hospitais. Fazem uma ideia quais foram os lucros desta farmacêutica até a presente data? 800 milhões de dólares, do antiviral não acessível aos bolsos dos mortais. Estepilha! Continuemos a sonhar com a vacina, que seria um presente de Natal provavelmente não menos caro, mas mais eficaz e definitivo, esperemos…