Socialistas querem programa para salvar empresas madeirenses

Segundo anunciou recentemente o grupo parlamentar do PS-Madeira, os deputados deste partido vão apresentar no parlamento regional um projecto de decreto legislativo regional que visa a criação de um programa de apoio às empresas no valor de 65 milhões de euros.

Após uma reunião do grupo arlamentar, o presidente dos socialistas madeirenses mostrou-se muito preocupado com a situação económica da Região, referindo que a nossa dependência do turismo e o facto de não termos uma base da economia diversificada têm-se feito sentir, razão pela qual são necessárias novas soluções.

Paulo Cafôfo apontou a necessidade de salvar os empregos e as empresas, adiantando que o PS tem uma agenda para o crescimento e para o emprego que contempla um pacote de medidas essenciais, com respostas imediatas, mas a pensar já também na estruturação de outro modelo de desenvolvimento da Região. Nesse sentido, disse que o partido apresentará no Parlamento a proposta de criação de um programa de apoio que “visa soluções imediatas para garantir a sobrevivência de empresas, salvar empregos, mas também garantir o direito dos trabalhadores”. Isto porque considera as medidas que o Governo Regional tem tentado implementar “manifestamente insuficientes”, para não falar da complexidade que envolvem e do facto de demorarem “imenso tempo” a chegar aos empresários.

Por isso, explicou que o PS propõe este programa de apoio, no valor de 65 milhões de euros, 70% dos quais são direccionados para as empresas do sector do Turismo, pelo facto de ser o mais afectado, de ter uma retoma mais demorada e pelo impacto que tem na economia regional. “Este é um apoio directo à comparticipação de custos que neste momento não são elegíveis em programas de apoio já dados pelo Governo Regional”, referiu Paulo Cafôfo.

Dando o exemplo concreto do Sistema de Incentivos ao Funcionamento 2020, o presidente do PS-M disse que o mesmo foi reaberto, mas “tudo o que eram apoios elegíveis neste âmbito que preconizamos neste decreto legislativo regional foram retirados”. Tal como explicou, apenas foi aberto o apoio à exportação, mas a maior parte das empresas ligadas ao turismo, ao comércio e aos serviços não podem recorrer a este tipo de ajudas.

Assim, Paulo Cafôfo frisou que o PS “está a dar um passo em frente para salvar empregos e para proteger a sobrevivência das empresas”.