Nós, Cidadãos! coloca uma série de questões ao Governo sobre o início das aulas

O partido “Nós, Cidadãos” questionou o Governo Regional sobre as condições de segurança para o início da aulas, à medida que se avizinha o começo de mais um ano lectivo, ao que tudo indica, presencial.
“O começo da pandemia do novo coronavírus em Portugal fez ontem 6 meses e, esperamos NÓS, Cidadãos!, que o Governo Regional não tenha desperdiçado algum deste tempo – e em particular o mês de Agosto – para combater (e prevenir, melhor, conter a propagação) eficazmente da COVID-19 e preparar a reentré escolar”, refere uma nota assinada por Miguel Costa, deputado municipal na CMF e membro da Comissão Política Nacional do
“NÓS, Cidadãos!”

Diz o mesmo que o secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho deu a entender que a distribuição gratuita de máscaras a todos os alunos não está assegurada e não se sabe bem quando vai ocorrer. “Mais uma vez, o Governo não agiu em tempo útil!”, denuncia.

“Sabemos que as medidas de prevenção adotadas contra a COVID-19, por diversos países europeus são diferentes, mas também sabemos que o teletrabalho é uma medida que deve continuar a ser considerada nos próximos tempos, particularmente agora que o número de infectados começa a aumentar e muitos já falam da segunda vaga, que segundo o pneumologista Filipe Froes, “temos de adiar ao máximo”.

Ora, perante o grande desconhecimento de muitos cidadãos, pais/encarregados de educação, mas também alunos, funcionários das escolas e professores, o partido NÓS, Cidadãos! vem colocar algumas questões ao Governo Regional (…)”. Nomeadamente, porque razão o regresso dos alunos à escola não é feito de forma faseada e mais espaçada no tempo, primeiro o 1º ciclo, depois o 2º e 3º ciclo, e um pouco mais tarde o ensino secundário? Nas escolas do ensino básico, como no secundário, está garantida a regra que prescreve nas salas de aula um distanciamento físico de pelo menos 1 metro? Foram, este ano, contratados mais assistentes operacionais para as escolas para se assegurar a limpeza e higienização dos espaços, que deve ser frequente e com produtos adequados?

Existiu algum reforço nos orçamentos das escolas da Região, para estas puderem adquirir equipamentos de proteçcão individual e mais produtos de desinfecção e de higienização para os seus espaços interiores e assim se conter a propagação do novocoronavírus? Os horários dos alunos foram elaborados e organizados para que as turmas funcionem em turnos de meio-dia, sempre na mesma sala, com lugar fixo e horas de almoço desfasadas, de preferência em espaços amplos? Estão as escolas autorizadas a realizar cerimónias de abertura do novo ano lectivo, com pais dos alunos e atenderem os encarregados de educação em reuniões agendadas para tratar de determinados assuntos? Porquê apenas realizar testes PCR à COVID-19 nos professores, quando alunos (em família) e outros funcionários das escolas também saíram da Região durante o período de férias? Por acaso, no norte e sul do país não foi a infecção de alunos que determinou o encerramento de algumas escolas? Que medidas devem ser adoptadas pelas escolas no caso de ser diagnostico a algum aluno a COVID-19? Qual o procedimento de segurança a seguir em caso de contágio numa escola? A existência de um caso numa escola determinará o seu encerramento ou apenas o isolamento profiláctico da turma do aluno? Quantos equipamentos informáticos a Secretaria Regional da Educação já adquiriu na eventualidade de algumas escolas, ou melhor, alunos e professores terem de voltar ao sistema das aulas à distância?

E com isto termina esta bateria de perguntas ao Governo.