Eduardo Jesus exulta com abolição da quarentena para os britânicos no regresso

O secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, congratulou-se hoje com a decisão do governo britânico de deixar de exigir aos seus cidadãos quarentena de 14 dias após o regresso de Portugal. Naturalmente que a RAM “fica satisfeita”, disse o governante, que classificou a situação como “uma injustiça que precisava de ser corrigida”. A decisão aplica-se a todo o Portugal, mas Eduardo Jesus preferiu exaltar, especificamente, as virtudes da Região, que passam por “uma situação perfeitamente controlada, no que diz respeito à pandemia”, afirmou.”Sempre teve, sempre foi um exemplo na Europa”, exultou.

Por conseguinte, com tantas virtudes, “a Madeira não merecia estar a ser tratada como englobada no todo de Portugal continental”. A quarentena obrigatória no regresso, disse, inibia muito “os cidadãos ingleses” de virem passar férias à RAM, situação hoje corrigida. “Isso facilita bastante todo o apelo à viagem que a Madeira tem vindo a fazer junto do mercado inglês”, declarou.

Três grandes operadores têm já, disse Eduardo Jesus, operações montadas, nomeadamente a easyJet, a British Airways e a Jet2. Até agora, as mesmas têm vindo a funcionar dentro das cadências semanais que tinham sido previstas, e que, em alguns casos, passarão a ser incrementadas em Setembro. A abolição da quarentena no regresso, na opinião do governante com a pasta do turismo, fará com que as aeronaves cheguem à Região com muito mais passageiros, tornando mais viáveis essas operações aéreas e permitindo um impacto maior na economia da RAM, que bem precisa dessa injecção de capitais.

O mercado britânico, adiantou, é um dos mais importantes da RAM, a par do mercado germânico. Sozinho, representa 20 por cento dos turistas que nos visitam.