O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, com 14,70 km² de área e 3.168 habitantes, segundo o Censos 2011.
O Arco da Calheta tem duas escolas, um ginásio, a igreja de São Brás e a igreja de Nossa Senhora do Loreto, um Lar de 3ª Idade e um pavilhão desportivo.
A sua denominação advém da especial configuração semi-circular dos seus montes, e da sua proximidade à sede do concelho.
A freguesia foi um dos mais antigos locais da Ilha sujeitos à colonização e exploração agrícola após o descobrimento e é uma das freguesias mais ricas em preciosidades patrimoniais e artísticas.
Ali se fixou João Fernandes Andrade, conhecido por João Fernandes do Arco que possuiu vastas terras de trigo, engenho e escravos, e instituiu uma casa vincular, com capela e capelão privativo, nos finais do séc. XV.
O Arco da Calheta é principalmente irrigado por um ramal da levada do Rabaçal e pela levada da Madre Grande, que tem a sua origem no Paul da Serra.
Tem como limites confinantes as freguesias da Madalena do Mar, Canhas e Calheta.

Politicamente, no Arco da Calheta só mandaram, até agora, PSD e CDS. O atual presidente da Junta é o social-democrata, Fernando de Agrela Campos, que cumpre o segundo mandato.
A bipolarização entre partidos de direita sempre foi uma tónica nesta freguesia do concelho da Calheta com pouco mais de 3 mil eleitores e onde votam cerca de dois mil.
Ali, as votações nos partidos de esquerda são residuais.
O melhor resultado alguma vez alcançado pelo PS foi nas Autárquicas de 1989 e, mesmo assim, não foi além de 10,9%. Nas últimas Autárquicas de 2017, o PS conseguiu 10,28% dos votos.
E mesmo coligado com o CDS, em 2001, os dois juntos não foram além de 30,2%.
Em mais de 40 anos de democracia autárquica, o PSD já governou o Arco da Calheta por 10 vezes, em 1976, 1979, 1982, 1985, 1989, 2001, 2005, 2009, 2013 e 2017.
Nas Autárquicas de 1989 o CDS perdeu por uma ‘unha negra’, por 7 votos. CDS que “governou” o Arco por duas vezes, em 1993 e 1997.
O resultado mais expressivo conseguido pelo PSD foi em 1979 (84,4%) e o mais baixo em 1993 (36,7%).
Em contrapartida, o melhor resultado do CDS foi alcançado em 1993 (54,6%) e o pior em 1985 (9,3%).
Nas últimas Autárquicas de 2017, o PPD/PSD obteve 69,21%1, o CDS-PP 15,18%, o PS 10,28%; o PTP 1,45% e o PCP-PEV 1,29%.
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