Filipe Sousa garante que Câmara de Santa Cruz “não vai deixar as contas irem ao fundo”

As contas da autarquia e a quebra de receitas face à COVID-19 marcaram a reunião da Assembleia Municipal de hoje em Santa Cruz, refere uma nota de imprensa. Respondendo a uma pergunta do deputado Pedro Freitas do CDS, que questionou Filipe Sousa sobre como iria a Câmara fazer face à quebra de receitas decorrentes da pandemia, nomeadamente a taxa turística, o autarca garantiu que não vai deixar as contas irem ao fundo, nem vai virar as costas às dificuldades das famílias e das empresas.
Filipe Sousa não esconde que está a ser preciso gerir e reavaliar prioridades, mas a actual equipa promete que vai andar no terreno como sempre “de sapatilhas e não de sapatinhos de verniz”.
Acrescentou ainda o edil que a gestão JPP não vai fugir aos problemas, “como fez o anterior presidente da autarquia, eleito pelo PSD, quando o concelho estava a arder e voltou descansado para o Porto Santo mergulhar na piscina do hotel”.
Filipe Sousa sublinhou, por outro lado, que os deputados municipais do CDS e do PSD, como estão preocupados com a perda de receitas, têm a oportunidade de ouro para defenderem o povo de Santa Cruz e fazerem pressão junto de Rui Barreto e de Miguel Albuquerque para que este transfira para as autarquias o IRS. Verbas que já foram transferidas pelo Estado para os cofres da Região, mas que o Governo Regional não transfere para as câmaras.
“Eu penso nessa dívida e vejo o que ela poderia resolver no apoio social à população nesta altura de dificuldades. O Governo Regional pensa nessa verba e pensa que se transferir para as autarquias pode perder votos nas eleições”, declarou o presidente da Câmara de Santa Cruz.
O autarca abordou ainda a homologação por parte do Tribunal de Contas da Conta de Gerência de Santa Cruz, realçando que esta é “a prova da boa gestão e da recuperação financeira alcançada, para desgosto dos que querem denegrir aquilo que foi conquistado”.