Mudar.

A mudança segue-nos constantemente. Fomos e somos confrontados diariamente com a necessidade obrigatória de mudarmos os nossos hábitos regulares, a nossa forma de trabalhar, a nossa forma de comunicar com outros até a nossa forma de mostrar empatia ou afeto.

O maior logro é daquele que mais rapidamente e mais facilmente aceita essa necessidade de se reinventar.

Não mudar com a desculpa de “eu sempre fiz assim” ou “tudo está igual o mundo é que mudou” é estar resignado; dizer que a “idade já não permite mudar” é estar resignado; dizer “não sou especial em nada” é estar resignado.

Estar resignado é aceitar a triste condição de que estamos acomodados. Atenção que esta mudança não tem de ser necessariamente radical, mas pequenas mudanças irão com certeza representar uma mudança maior na nossa vida.

As alterações visam ou procuram sempre a melhoria, quer pessoal, quer profissional. E no lado oposto a inação leva a que deixemos de perceber as oportunidades que podem aparecer e que podem aliviar, ou mudar situações negativas.

Aceitar a mudança é aceitar que o mundo é um lugar em constante evolução e que essa evolução pode afetar-nos positivamente ou negativamente. É também compreender que a adaptação e a resiliência são uma condição natural do ser humano e da sua evolução e que são capacidades podem ser desenvolvidas.

Por isso a questão mais importante a fazer a si próprio é: “Consigo criar movimento?; Consigo criar o meu lugar profissional? Consigo resistir às adversidades? Ou apenas quero ver o tempo passar, criar raizes até ao dia em que um temporal o atira por terra?

Se a mudança for especificamente profissional que seja uma mudança pensada com motivação de artista, daqueles que acreditam na verdade da sua arte, na fé das suas criações e que siga as palavras de Martin Luther King “Se alguém varre as ruas para viver, deve varrer como Michelangelo pintava telas, como Beethoven compunha e como Shakespeare escrevia. Varra tão bem que todos tenham de dizer: Aqui viveu um grande varredor de ruas que se esmerou no seu trabalho.”


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