José Prada contra “falta de consideração” da República: “Chega de estarmos ao lado de um País que não está ao nosso lado”

O deputado do PSD na Assembleia Regional, José Prada denunciou hoje no parlamento a “falta de consideração” do Governo da República para com os madeirenses.
“Recusámos pactuar com o silêncio de quem nada nos diz há mais de dois meses, sabendo que quem mais sofre com essa falta de resposta são os madeirenses, tão portugueses como quaisquer outros cidadãos que vivam no nosso país ou na Diáspora”, disse.

“Não aceitámos o desprezo com que temos vindo a ser tratados, nas nossas reivindicações e numa fase tão delicada como aquela que atualmente vivemos face à pandemia. Não desculpamos o facto de termos tido que assumir, sozinhos e através do Orçamento Regional, mais de uma centena de medidas e respostas imediatas às necessidades, quando todos os dias se anunciavam no País, projetos, medidas e programas excecionais de apoio”, justificou.

O deputado social-democrata disse que a Madeira “dispensa esta falta de solidariedade. De consideração. Repudiamos o último lugar da lista de prioridades”.

“Não é aceitável que o Governo da República viva de mera propaganda e de promessas que tão depressa foram feitas em campanha eleitoral, como depois metidas na gaveta, para nunca mais de lá saírem. Não é admissível termos um Primeiro-ministro que, dia após dia, se esquece dos seus deveres e obrigações para com todos os portugueses, lembrando-se de ser mais presidente do Partido Socialista do que de outra coisa qualquer”, disse.

“Será assim tão difícil que António Costa perceba que quem sai prejudicado desta falta de resposta não é o Governo Regional, mas sim os madeirenses? Será que faz sentido António Costa ignorar que quem paga a conta dessa sua falta de solidariedade são as nossas famílias, os nossos empresários, os nossos trabalhadores e toda uma Região que fica sempre sozinha quando mais precisa?”, perguntou.

“Nada disto faz sentido. E ainda menos sentido faz vermos que esta falta de respeito recorrente da República para com a Região, tem a conivência do Partido Socialista local. (…) Afinal que influência é que o Partido Socialista da Madeira tem junto de António Costa? É porque das duas uma: ou o Partido Socialista da Madeira pesa tanto, para a República, quanto qualquer outro Partido regional ou, então, os socialistas madeirenses concordam e aceitam, de bom grado, esta falta de respeito a que temos sido votados”, prosseguiu.

“Chega de estarmos ao lado de um País que não está ao nosso lado. Basta de aceitar um tratamento de terceira ou quarta categoria, que devia ser de primeira (…) Não baixaremos os braços nem muito menos abdicaremos daqueles que são os nossos direitos fundamentais, seja junto da República seja na Europa (…) Porque nós, Madeirenses, somos tão Portugueses como quaisquer outros cidadãos do nosso País”, rematou.