O deputado Paulo Cafôfo disse hoje, no âmbito das Jornadas Parlamentares socialistas realizadas na Assembleia Regional, que “é preciso haver “solidariedade do Governo República”, mas também “a responsabilidade do Governo Regional”. Também abordou os transportes aéreos e disse que “a TAP tem de servir a Madeira”.
Sobre a transportadora, Cafôfo defendeu que “estamos num momento em que uma oportunidade está a surgir. A TAP precisa de ser financiada pelo Estado e esta participação do Estado tem que ter contrapartidas. Tem que haver uma estratégia que vá além da continuidade territorial, ou seja, da mobilidade dos residentes da Região e que, ao mesmo tempo, possa servir o turismo. A TAP tem de ligar os países emissores de turismo para a Região, bem como as nossas comunidades de emigrantes”, explicou.
O também candidato à liderança socialista disse que “esta crise que estamos agora a atravessar na sequência da pandemia que assolou todo o Mundo, é uma crise que, na verdade, veio expor as fragilidades da nossa Região”. Explicando que o modelo económico da Região revela “vulnerabilidade e imperfeições”.
Reforçou assim a necessidade de apoios as empresas, como forma de manter os postos de trabalho, mas também disse que “os apoios às empresas são importantes”, mas refere que “não basta a quantidade”, os mesmos têm que ser céleres. “É preferível investir na manutenção do emprego do que, depois, ter despesas com subsídios de desemprego ou outros encargos sociais”, frisou.
“Por um lado, temos de poupar nos gastos correntes, o partido socialista apresentou, na ALRAM um pacote de medidas neste sentido. A redução do Jackpot, a dissolução das sociedades de desenvolvimento, a poupança nas parcerias público ou privadas e a redução do número de assessores do governo Regional”, disse.
Na ótica do deputado, essas medidas não chegam, havendo a necessidade adotar uma nova estratégia e um novo rumo para o futuro. “Porque sem rumo não há esperança”, afirmou.
Explicou que um reinventar a Madeira passa por três grandes objetivos: “Um primeiro objetivo é o de aumentar a nossa produção e diminuir a dependência do exterior; o segundo grande objetivo é a redução dos impostos, e lembro que nunca fizemos uma redução para termos um diferencial fiscal que tínhamos antes do PAEF e para nos tornarmos mais competitivos”, elencou; um terceiro grande objetivo é a retomo do turismo, feita em cinco passos”.
Nesses cinco passos, como referiu Paulo Cafôfo, enquadra-se “um primeiro, a abertura do aeroporto. Sem a normalização e funcionamento do aeroporto, feito de uma forma responsável e segura, não é possível retomar a economia”; um segundo ponto passa pela TAP e as novas oportunidades que surgem; terceiro ponto, a aposta no mercado nacional, pela proximidade e pela confiança que as pessoas têm; quarto ponto defendeu mais verbas para promoção do destino Madeira, montantes esses para uso da Associação de Promoção da Madeira; quinto, falou sobre uma proposta do PS para a criação de um fundo regional para captação de novas rotas áreas”.
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