Idalino reabre praia, diz que o Porto Santo “já perdeu a Páscoa e não quer perder o verão” e acredita no turismo regional e nacional

Foto Pedro Menezes/Município do Porto Santo

Idalino Vasconcelos, o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, já foi à praia no primeiro dia de reabertura do extenso areal que é atrativo turístico, interno e externo. Foi a banhos para “estrear” um tempo novo, de precaução, mas também de esperança para um destino que já era sazonal e que a pandemia agravou do ponto de vista económico. “Já perdemos a Páscoa, não queremos perder o verão”, desabafa o autarca em declarações ao Funchal Notícias depois de ter mergulhado nas águas da ilha e na imensidão que o espaço e o contentamento proporcionam relativamente ao que poderá ser a “luz ao fundo do túnel” para o futuro, o próximo e o mais distante.

É a primeira praia do país a reabrir nesta fase de desconfinamento do plano de contenção da Covid-19. A ilha é considerada “verde”, sem casos. E sendo verde, a expetativa de retoma pode ser mais elevada, ainda que Idalino Vasconcelos mantenha o alerta sobre a importância de todos assumirem as medidas recomendadas.

“A nossa expetativa desta reabertura da praia tem a ver com a possibilidade, em primeiro lugar, de permitir o acesso da população do Porto Santo, saindo de casa para contactar com a natureza, mas também tendo em conta que a praia é um ex-libris da ilha e por isso, também, proporcionando um atrativo para que possamos contar com o turismo regional. Penso que neste verão vamos viver essencialmente com o turismo da Região, mas também temos muita esperança que uma reabertura do movimento aéreo possa trazer o turismo nacional. Vamos aguardar para ver, mas há uma esperança”.

Os próximos tempos são olhados de forma positiva, Idalino lembra que “o Governo já anunciou a reabertura dos restaurantes e bares a 18 de maio, mas até acho que no Porto Santo, em que a situação da pandemia está controlada, confesso que deveriam abrir mais cedo, talvez uns quatro dias antes. Claro que não podemos dar um passo à frente para corrermos o risco de vir a dar dois atrás, mas dentro das limitações as pessoas também devem começar a aprender a viver com esta realidade fazendo o seu dia a dia”.

Para Idalino Vasconcelos, a população do Porto Santo “tem cumprido rigorosamente as recomendações das entidades de saúde”, pelo que “atendendo ao tecido empresarial da ilha, composto por pequenas empresas, é urgente retomar a atividade”.

O presidente da Autarquia da ilha dourada traça um quadro global que deixa em aberto expetativas de retoma real, tanto ao nível empresarial como ao nível das famílias mais carenciadas e que já beneficiam dos apoios sociais. “Os apoios do Governo têm chegado às empresas, de acordo com os contactos que venho mantendo com os empresários. Algumas já receberam, a Câmara reforçou o apoio à Junta, que é agora de 60 mil euros, face à intervenção que é necessária em virtude das consequências das medidas de contenção da doença”.

O líder da Autarquia lembra que “é preciso não esquecer que o Porto Santo é uma ilha já com uma sazonalidade muito grande, em condições normais. A pandemia da Covid-19 veio agravar a situação e por isso mesmo é preciso encontrar formas de apoio maior, sendo que da Segurança Social foi atribuído um apoio de 200 mil euros a uma IPSS de Nossa Senhora da Piedade, apenas para pessoas que tenham sido afetadas pelas consequências da pandemia”.

 


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