O governante com a tutela da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, declarou hoje que o SESARAM já fez um investimento de nada mais nada menos do que 13 milhões e 200 mil euros, em “adjudicações directas no contexto da pandemia”, valores que classificou em 7 milhões em equipamentos de protecção individual, 3 milhões para material de laboratório, um milhão em material de consumo clínico, 852 mil euros em material de hotelaria e outros bens e equipamentos.
Pedro Ramos informou ainda que o chefe do Executivo madeirense, Miguel Albuquerque, falará na próxima sexta-feira para anunciar mais medidas de desconfinamento, incluindo o Porto Santo, uma área que, assumiu, anseia por retomar alguma actividade e que apresenta actualmente alguma segurança para que isso possa acontecer, sempre de forma faseada e controlada.
No entanto, o secretário regional da Saúde apelou à maioria da população para que continue, se puder, a permanecer em casa, o que considerou uma verdadeira atitude de cidadania, protegendo a comunidade da disseminação do vírus.
Até ao final da semana deverá sair um documento esclarecendo muitas situações, entre as quais a mobilidade possível entre profissionais do sector da saúde entre o público e o privado. O Governo Regional está ainda a receber contributos e sugestões pedidas a diversas ordens profissionais.
Entretanto e relativamente a determinados protestos de comerciantes e da ACIF sobre os condicionalismos impostos nas lojas à experimentação de roupa e calçado, alegando falta de critério científico para limitar a mesma, Pedro Ramos respondeu que a manipulação dos artigos à venda deve manter ainda algumas restrições, pois “pode haver contaminação” pelo coronavírus. No continente, apontou o secretário, já se começam a implementar alguns cuidados, com as peças experimentadas a serem postas de parte por 24 horas antes que regressem ao expositor. É necessário, disse, arranjar adaptações que nos permitam conviver com o novo coronavírus sem sermos infectados por ele. Bruna Gouveia reforçou, afirmando que há evidência científica que indica que o vírus mantém-se activo nos tecidos de um dia para o outro. “Há suporte científico” neste sentido, afiançou, e o mesmo é “cada vez maior”, pelo que devem de facto ser tomados cuidados.
Entretanto e questionado sobre a prossecução do plano de vacinação na Região, Pedro Ramos garantiu que, ao contrário do que tem acontecido em Portugal continental, os números não caíram: o programa de vacinação na RAM tem sido cumprido integralmente. Apenas 1.8 das crianças ainda têm de ser vacinadas, o que equivale a cerca de uma trintena.
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