

Estepilha, os Governos falam em retoma da vida muito “apertada”, é aperto de um lado e aperto do outro, polícia a mandar para casa, e bem, quem anda na rua a querer dar uma voltinha junto ao mar, é o primeiro-ministro a dizer que a 4 de maio vai reabrir mas cuidado, nada de fiar, se for preciso não tem vergonha e volta para trás. E passará a ser obrigatório, cá e lá, o uso das máscaras dentros dos espaços, que por si só, quase nem vão ter espaço para trabalhar. Missas com fiéis nem vê-las, fica para mais tarde, dentistas também vão aguardar, futebol só da I Liga e mesmo assim em alguns campos e jogadores com medições de temperatura de manhã, à tarde e à noite. Dia do Trabalhador para o povo, só em casa, quem foi apanhado a dar uma fugida ao Pico das Pedras levou com a polícia, e bem.
Tudo isolado, tudo confinado às suas casas, com máscaras para respeitar os outros e à espera que os outros também respeitem. Máscaras que são tão importantes que fizeram aqui 250 mil, algumas ainda devem estar na fábrica, mas outras até já se vendem no Pingo Doce, há aos milhares para que não falte proteção e, claro, o isolamento. No continente, também.
E depois, de forma inacreditável, vemos imagens como aquelas que há dias pudemos observar da reunião de três presidentes dos três “grandes” clubes da I Liga com o primeiro-ministro, que falaram em nome dos outros, sem para isso estarem mandatados, que apareceram lado a lado, nada isolados, e ainda por cima sem máscara. E mais: um deles, o do Sporting, até é médico.
Estepilha, e hoje, outra imagem de bradar aos céus da Alameda, em Lisboa, onde a CGTP fez uma iniciativa do Dia do Trabalhador, muitos sem proteção, mas aos magotes como se não se passasse nada no País. Jerónimo Sousa sem máscara, lá, entre outros. Adolfo Freitas sem máscara, cá, entre outros, embora muitos tivessem proteção, temos que dizê-lo, mas há responsabilidade acrescida para quem dirige.
Afinal, que vírus é este? O vírus da irresponsabilidade, da falta de exemplo de estruturas que representam os confinados.
Defenda-se o trabalho e lute-se contra o desemprego que já está em curso por via dos reflexos da pandemia da Covid-19. Mas lutar pelos trabalhadores é também lutar pela sua saúde, sem saúde nem o pouco trabalho nos salva. E lutar pela saúde, é prevenir…
Só se não estamos a falar das mesmas lutas.
É que, a avaliar por estas imagens, de certeza que já podemos ir à bola e ir à missa. Até ir a Fátima, dá para umas boas centenas de fiéis como naquela Alameda.
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