
O primeiro-ministro António Costa anunciou que a a I Liga de futebol irá retomar a atividade para concluir as dez jornadas que faltam e também há “luz verde” para a final da Taça de Portugal. Todos os jogos sem público. a II Liga foi cancelada.
Hoje, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, criticou, no site do clube verde-rubro, o procedimento adoptado nos últimos dias que culminou com a anúncio do regresso da Liga NOS no final do mês de Maio e o cancelamento da Liga Pro. Para o líder verde-rubro “é completamente inaceitável que uma decisão desta amplitude seja tomada nas costas dos clubes, realçando que o Conselho de Presidentes não mandatou ninguém para discutir planos que nem sequer foram aprovados”.
«Vou considerar que todos eles foram traidores naquela reunião com o primeiro-ministro. Vou considerar mesmo que o primeiro-ministro foi enganado, e não merecia ser enganado. Nas costas dos clubes, foi apresentado um plano de que só talvez alguns sabiam», sublinhou o presidente Carlos Pereira, em declaração à RR, estranhando a disparidade de conceitos aplicados a espetáculos semelhantes.
Na mesma publicação do clube, o presidente do Marítimo diz que «se o primeiro-ministro diz que a vida dos portugueses volta à normalidade, então é normalidade. Também não consigo perceber como é que o teatro pode ter espectadores e como é que o futebol, com estádios tão grandes, não pode ter 33% da sua ocupação. Por um lado, tenho de aplaudir o regresso [da I Liga], porque era aquilo que todos desejávamos. Por outro lado, dizer que é uma vergonha nas condições em que está a pensar ser recomeçado».
Carlos Pereira não aceita o cancelamento anunciado para a II Liga, um campeonato que, à semelhança da Liga NOS, tem estatuto de profissional, mas que, segundo os responsáveis governamentais, não tem condições para regressar. «É outra vergonha. Se há condições para o futebol regressar, então, temos condições para todos regressarem, e da forma como mandam os regulamentos da Liga. Em campeonato regular, ou seja, um jogo em casa um jogo fora”.
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