A decisão da Câmara Municipal do Funchal de assinalar o 46º aniversário do 25 de abril realizando, entre outras iniciativas, um espetáculo de fogo-de-artifício, levou o Grupo de Deputados Municipais do CDS na Assembleia Municipal do Funchal a uma posição de discordância, considerando ser um “mau exemplo aos Funchalenses e não respeita os sacrifícios que estão a fazer, aos quais é pedido que não participem em celebrações, que fiquem confinados em casa, que fechem as empresas, e que não vão trabalhar ainda que não tenham como pagar as suas contas”.
O CDS “não compreende que, durante o mês de março, quando a maioria dos eventos e espetáculos já estavam a ser cancelados, a autarquia tenha adjudicado o aluguer de equipamentos de som, iluminação, backline e palco para o espetáculo alusivo às comemorações do 25 de abril pela quantia de 348 mil euros; Numa altura em que todos deveríamos concentrar esforços no combate à pandemia, procurando soluções para mitigar este inimigo de todos os Funchalenses, chamado Covid – 19, não se compreende que a CMF utilize dinheiros públicos num espetáculo de fogo-de-artificio, colocando postos em todas as Freguesias”.
“Estamos perante uma pandemia sem precedentes e a Câmara Municipal do Funchal deverá, na nossa opinião, começar a delinear um plano de intervenção social que tenha o cidadão na linha das suas prioridades e só depois pensar em concertos e espetáculos que, no atual momento, não fazem qualquer sentido; Não está em causa importância de celebrar esta data histórica, mas no momento excecional que vivemos, de Estado de Emergência, haveria certamente outras formas de celebração menos dispendiosas e com o mesmo impacto. A CMF deveria usar a liberdade que se assinala com o 25 de abril para agir com responsabilidade e honrar os sacrifícios Funchalenses têm feito”.
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