Pedro Ramos: proibição de visitas aos lares não será aliviada tão cedo

O jornalista do FN questionou hoje Pedro Ramos durante quanto mais tempo se manterá o isolamento dos lares de 3ª idade na Região, pois, se todos queremos salvaguardar as pessoas mais idosas da família, e mais vulneráveis ao Covid-19, não é menos verdade que um isolamento tão prolongado tem consequências psicológicas, a começar pelos próprios idosos. Pedro Ramos respondeu admitindo que a proibição de visita aos lares foi “radical” mas justificada pela vulnerabilidade daquele grupo etário, e seguindo as recomendações internacionais. Neste sentido, citou por exemplo os EUA, onde se continua a manter tal proibição. Os lares, disse, têm facilitado a comunicação com os familiares, por via telefónica ou electrónica.

O secretário da Saúde disse que nos lares têm sido desenvolvidas avaliações, através do controlo da temperatura e inquérito epidemiológico, para avaliar da situação naquelas instituições. 896 utentes e 567 colaboradores já responderam a estas análises. Já se fez uma avaliação a 1463 cidadãos, entre idosos e profissionais que trabalham nos lares. 18 dos 28 lares e estruturas residenciais para idosos já foram analisados desta maneira.

Já as repercussões em termos psicológicos têm sido analisadas por profissionais do SESARAM, dirigidos por Nelson Carvalho, num estudo sobre o impacto da quarentena sobre as pessoas em situação de confinamento, disse o secretário. “A Madeira já começou a enviar os seus dados para este estudo que está a ser feito pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada”, disse Pedro Ramos.

O governante, no entanto, não esclareceu se os idosos dos lares da Região estão a receber algum apoio psicológico, embora admita o impacto emocional na generalidade das pessoas. É preciso, admitiu, estudar as melhores maneiras de aliviar a pressão psicológica nas pessoas que estão isoladas, “mas o isolamento, neste momento, é a melhor arma para a guerra que estamos todos a travar (..)”

Por seu turno, Bruna Gouveia apontou que na realidade nunca vivemos, todos, tantas restrições, e admitiu que as mesmas implicam algum sacrifício. Mas sublinhou que a prevenção da saúde é um valor que se está a fortalecer em nós. Pediu, por outro lado, confiança nos profissionais que estão a agir neste panorama de combate ao novo coronavírus.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.