Questionado pelo FN acerca da anunciada intenção de Eduardo Jesus em implementar, na sequência de uma reunião hoje realizada com representantes da hotelaria, uma estratégia denominada “Covid Safe Tourism” para o turismo madeirense, o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, respondeu que em seu entender a mesma poderá desenvolver-se, embora com reservas ao nível da manutenção de determinados cuidados. O jornalista do FN perguntou se Pedro Ramos, na qualidade de máximo responsável pela Saúde na Região, entende que a reabertura da actividade turística poderá acontecer já este ano, sem comprometer a vantagem que a Região leva em relação ao resto do país, em termos de saúde pública, com poucos casos identificados de Covid-19 (e muito poucos doentes hospitalizados).
Pedro Ramos disse que o Governo tem desenvolvido um trabalho entre secretarias, para pensar nas respostas possíveis a dar nos próximos tempos, à economia regional, a par da saúde pública. Admitindo que a hotelaria regional é uma área muito sensível, “de grande importância para a nossa economia regional”, o governante disse que o GR da Madeira está a seguir atentamente o que se passa a nível mundial, de reabertura faseada, gradual e sectorial da actividade económica, principalmente nos países da União Europeia, uns mais arrojados, outros menos. “Há opiniões divergentes”, admitiu.
A hotelaria, assumiu, é uma área muito importante, da qual a economia regional depende muito”. Está a ser dada, afirmou, uma atenção especial à mesma. “Vamos seguir aquilo que tem sido feito nos outros países (…) da UE”, mas pensando já de facto em relançar este tipo de actividade, da hotelaria, da restauração, dos bares.
Referindo-se ao projecto “Covid Safe Tourism”, Pedro Ramos disse que, ao implementar estas restrições para o turismo, a Madeira pretende ser, “pós-Covid, um dos primeiros lugares do mundo, segura, para os visitantes poderem nos visitar sem se infectar, portadores de um passaporte ou de informação de que são portadores de alguma imunidade (…)”.
“(…) Temos de continuar a viver, temos de relançar sectores da nossa actividade na RAM, e vamos relançá-los, tal como relançámos as obras, com restrições, com medidas de segurança (…) Os prazos não estão ainda anunciados (…), para já começámos a planear o regresso à normalidade, com restrições (…), declarou o secretário com a pasta da Saúde.
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