


O secretário regional do Mar e Pescas foi logo pela manhã à Lota do Funchal para se inteirar da forma como estão a decorrer, no terreno, todas as questões relacionadas com a chegada, ontem, da embarcação de Câmara de Lobos Agnus, cujos tripulantes, cinco, encontram-se já numa unidade hoteleira no cumprimento da quarentena. Este barco de pesca foi o primeiro a chegar ao porto do Funchal, agora designado como o único porto de pesca da Região onde a frota do peixe-espada pode descarregar. Foi o primeiro a chegar dos vários que ainda se encontram em alto mar, incluindo aqueles que estiveram no porto de abrigo do porto Moniz.
Todos os procedimentos relacionados com os planos de contingência e no contexto de estado de emergência foram cumpridos, as autoridades de Saúde e as entidades policiais atuaram em conformidade com o que está estabelecido e os pescadores saíram da embarcação para o cumprimento do período de quarentena. Ficou apenas o mestre da embarcação, que tem cerca de 30 anos.
De facto, as autoridades de Saúde da Região foram sensíveis às razões invocadas dpelo mestre da embarcação, que alegou possuir artigos de valor no interior da mesma e comprometendo-se, de forma inequivoca, a permanecer isolado, sem sair, durante o período de quarentena obrigatória, estando sujeito a fiscalizações aleatórias por parte das autoridades policiais. Por ser a única presença a bordo, as entidades consideraram viável esse confinamento. Está, também, assegurada a entrega de produtos considerados necessários, alimentares e medicamentos.


Teófilo Cunha esteve hoje na Lota precisamente para verificar que tudo está a decorrer bem naquilo que se prende com a situação do espaço sob sua tutela, uma vez que qualquer anomalia ou eventual incumprimento poderá colocar em causa o próprio funcionamento daquela estrutura, que está a cumprir todas as regras sanitárias e de proteção.
Outro dado a referir tem a ver com os procedimentos relacionados com as embarcações que estiveram no porto de abrigo do Porto Moniz e que foram recolher os aparelhos para posterior regresso ao porto de pesca do Funchal, bem como outras que, também estando em alto mar, venham a regressar para descarregamento do pescado.
O que já está previsto nos planos é que qualquer embarcação pode descarregar o pescado e voltar ao mar sem que, neste caso específico, haja lugar ao cumprimento do período de quarentena. Desde que ocorram os procedimentos de prevenção, a separação do pescado no interior das respetivas embarcações, a saída do peixe em grua e o descarregamento feito, já em terra, pelos funcionários da Lota, sem outros contaco. Depois disso, sem que qualquer pescador saia do barco, este pode regressar ao mar, de acordo com o que conseguimos apurar.
Se a embarcação não regressar à faina, nesse caso, a tripulação deve cumprir a quarentena prevista no enquadramento do que foi estipulado pelas Autoridades de Saúde, sendo o mais comum a deslocação para uma unidade hoteleira previamente designada para acolher pessoas no cumprimento da quarentena.
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