Parque do Hospital não dá “borlas” aos profissionais de saúde por ter falhado acordo com “entidades competentes”

A empresa responsável pela gestão do polémico parque de estacionamento do Hospital Dr. Nélio Mendonça, com preços de luxo mesmo ao lado de uma unidade pública de saúde, já não vai isentar os clientes profissionais de saúde do pagamento correspondente aos meses da pandemia.

A gerência do espaço envia uma carta explicando as razões desse retrocesso relativamente a uma posição anterior que dava conta de um comportamento excecional face aos que, neste contexto, são obrigados a uma presença na linha da frente do combate à Covid-19.

A carta tem, no entanto, uma exposição no minimo curiosa face à explanação do que terá sucedido. “Contrariamente ao que nos tinha sido comunicado e acordado com as entidades competentes, não nos é possível assumir a gratuitidade do estacionamento no mês de abril de 2020, a toda a equipa de saúde do Hospital Dr. Nélio Mendonça”.

Na mesma carta, admite a gestão do parque um desconto de trinta por cento para os meses a abril, maio e junho para esses mesmos profissionais.

As dúvidas desta carta são muitas, de acordo com alguns profissionais de saúde, uma vez que atendendo a que se trata de uma concessão, seria lógico que fosse a própria concessionária a assumir a isenção ou não do pagamento do parque, quer em entradas individuais, quer em mensalidades, sem haver uma explicação lógica para que esta decisão resulte de uma “falha” de compromisso com “entidades competentes” referidas mas não especificadas, desconhecendo-se se essas “entidades competentes” significam que houve intervenção oficial, da Região, no sentido de compensar a empresa concessionária, dos prejuízos que uma eventual isenção de mensalidades acarretaria, mas cujo suposto acordo teria falhado.

Da mesma forma que fica por explicar, segundo os profissionais, a posição solidária do concessionário face a este momento em que se apela a um comportamento convergente de colaboração entre estruturas, quer sejam públicas, que sejam privadas.

Recorde-se que o Funchal Notícias reportou, recentemente, que a Escola Horácio Bento de Gouveia abriu o parque de estacionanento aos profissionais de saúde, precisamente para ir ao encontro de uma necessidade acrescida de passarem mais tempo de serviço e com o objetivo de encontrar compensação para os preços elevados praticados pelo parque do hospital.

Esta notícia provocou, na altura, a reação de uma profissional de saúde, que alegou precisamente a disponibilização, por parte doa concessionária do parque do hospital, para isentar esses mesmos profissionais do pagamento mensal e ainda colocar à disposição 100 lugares. A carta da concessionária é, agora, esclarecedora.

 


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