Quase um milhão e meio de euros para estabelecer um “cérebro” para a cidade do Funchal

Com os votos favoráveis da Coligação Confiança e do CDS, e com a abstenção do PSD, o lançamento de um concurso público para a reabilitação do edifício da Escola das Quebradas. O edifício, de acordo com a Carta de Riscos do Concelho do Funchal, situa-se numa das zonas da cidade menos sujeita aos mesmos, sublinhou o edil Miguel Gouveia. Por isso a CMF aprovou a reabilitação do prédio, uma antiga escola primária, para albergar o Centro Integrado de Gestão Municipal Autónoma, CIGMA, que deverá “consolidar, em si, toda a parte tecnológica da Câmara Municipal do Funchal, criando um pólo tecnológico naquela que será uma nova centralidade da cidade do Funchal, nas imediações do novo hospital”. A zona, frisou ainda Miguel Gouveia, é servida por uma rede viária que permite a desejada “centralidade”.

O CIGMA, esclarece o presidente da Câmara, é “um centro de comando e controlo, que inclui não só um pólo tecnológico com “data center”, onde ficará toda a estrutura de hardware tecnológico, de servidores, da CMF, mas também um call center do Município do Funchal, uma sala de crise para situações de necessidade e eventos que exijam uma intervenção mais aprofundada e que tenham uma abrangência de toda a cidade, como o foram por exemplo os incêndios de 2016, ou o 20 de Fevereiro de 2010, ou até mesmo a crise de saúde pública que estamos a viver agora”.

O espaço deverá também ter uma sala de conferências, para apresentar aos meios de comunicação social algumas das iniciativas que decorram no Funchal e tenham uma abrangência concelhia. Será possível, no CIGMA, que cerca de meia centena de trabalhadores esteja ao mesmo tempo a trabalhar. São eles, disse Miguel Gouveia, “que farão a gestão do dia-a-dia da cidade”, agregando a informação oriunda de diversas plataformas, desde o Funchal Alerta às redes de água e saneamento básico, à gestão do tráfego urbano, aos indicadores de ruído e de qualidade do ar, informações meteorológicas… Tudo o que diz respeito ao Funchal será ali agregado, garante o presidente, que promete naquele local a criação de “quase como que um cérebro” da urbe, aonde “todas as informações irão convergir”, sendo depois “tratadas de uma forma sistematizada pelos diversos departamentos da CMF ou por entidades terceiras que possam desenvolver ali as suas actividades”. Nomeadamente, “forças de segurança, entidades que trabalhem na área do socorro, como bombeiros ou Cruz Vermelha, e ainda outro tipo de entidades que tenham equipamentos e infraestruturas no espaço público”.

Para Miguel Gouveia, esta é a consolidação de um projecto para “tornar o Funchal uma cidade inteligente, na senda das grandes cidades europeias”.

“Esperamos, dentro em breve, concluída esta obra de 1 milhão, trezentos e setenta mil euros, com um período de obra de cerca de 450 dias, estarmos ao nível das grandes cidades europeias, no que concerne aos processos urbanos”, adiantou o edil, desejoso de “uma verdadeira cidade do século XXI”.


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