
O líder parlamentar do PS-Madeira, José Miguel Iglésias, deixou ontem bem claro na sua página pessoal na rede social Facebook o descontentamento com o que foi dito na conferência de imprensa do IASAÚDE. “Julgo que estaria na altura do IASaude esclarecer se todas as pessoas em “vigilância ativa” ou que estiveram em quarentena a partir de 18 de março quando foi decretado o Estado de Emergência, se foram testadas ou não. Porque não contribui nada para a nossa segurança colectiva saber que cidadãos que voltaram para a Madeira não foram testados, e volvido 1 mês (!!) são agora anunciados como infectados depois de terem manifestado sintomas… e com que segurança podemos dizer que não houve transmissão local, se não se sabia quem estava ou não infectado? Temos 14.000 testes em reserva para quê?”, questiona.
Numa discussão subsequente na dita página, na qual intervêm políticos, biólogos, advogados e médicos, entre outros, fica clara a impressão geral de que se está a testar pouco, na Região, ao contrário das indicações da OMS – de “testar, testar, testar”. Recorde-se que na conferência de imprensa de ontem o Funchal Notícias questionou o secretário regional com a tutela da Saúde exactamente sobre este aspecto, de insistir em mais testes, manifestando perplexidade sobre o porquê de não estarem a ser feitos mais. Mas o governante garantiu que o número de testes que está a ser feito tem aumentado, descartou as justificações para testes, por exemplo, aleatórios à população e insiste no não desperdício dos mesmos, alegando que estão a ser bem orientados para as pessoas que mais se justifica que sejam testadas. Bruna Gouveia, vice-presidente do IASAÚDE, também apresentou uma justificação algo confusa de que os testes têm de ser criteriosamente aplicados pelas autoridades de saúde, ou os resultados dos mesmos podem ser pouco esclarecedores. Por esclarecer ficou ainda porque pessoas que exibiram sintomas, mesmo que pouco característicos do Covid-19 – “inespecíficos”, como lhes chamam, e que ficaram de quarentena, não foram testadas mais cedo. As dúvidas persistem e começam a grassar entre a oposição, que até agora se tem mostrado colaborativa e contida nas críticas públicas ao Governo Regional, mas que começa a manifestar crescentes dúvidas sobre como todo este processo tem sido gerido.
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