O “Nós, Cidadãos!” emitiu, através da sua Comissão Política Nacional, uma nota de imprensa na qual salienta quer os portugueses estão “a aguentar a quarentena que nos foi imposta pela pandemia com resiliência, sacrifício e respeito” e aproveita para elogiar o “heroísmo revelado por todos os membros da comunidade e profissionais, com especial relevo para os sectores da saúde, forças de segurança, militares e bombeiros”. Mas salienta que os cidadãos portugueses “também aguentaram a enorme carga de impostos que nos foi imposta pelo resgate aos bancos. Sejamos claros: os bancos pagaram tudo, com juros, ao Estado de Portugal. Contudo, os impostos nunca baixaram e quem verdadeiramente emprestou o dinheiro, o povo português, não só não recebeu nada como continuou a pagar impostos elevadíssimos, só que desta vez já não para salvar bancos, mas sim para manter uma máquina do Estado cada vez maior e mais voraz”, acusa o partido.
Esta força política pede para que “não nos atirem areia para os olhos! O maior governo de sempre de Portugal bem que poderia seguir o exemplo de outros países, já que sentido de Estado, firmeza, originalidade e solidariedade com quem está a sofrer é coisa que não existe! Alguns exemplos: Angola diminuiu o número de ministérios e secretários de Estado; a Alemanha disponibilizou verbas de 51% do PIB para apoiar as empresas e as famílias; Itália, França e Espanha, mais de 20%. E Portugal? 5% do PIB! Ainda por cima, em garantias bancárias para ajudar os do costume. Não é disso que precisamos”, considera o partido,
Antes,” é necessário e urgente “injectar dinheiro no orçamento das famílias e assegurar a tesouraria das micro e pequenas empresas, de forma simples, descomplicada, muito rápida e eficaz. Se não, vai haver muita fome e pobreza já no fim de Abril”, avisa. E alerta também: os banqueiros estão contentes, porque a sua vocação é mesmo essa, emprestar dinheiro a juros.
O chamado “lay off” só alivia ligeiramente as dificuldades de tesouraria de algumas empresas e apenas as que têm tudo regularizado com a Segurança Social e as Finanças. Tem de haver muito bom senso e perceber a dimensão do descalabro que aí pode vir. Urgem propostas inovadoras, como a de providenciar a todos os que mais precisem um rendimento de cidadania”.
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