A Ilha foi ao fundo!

O inimigo invisível que é o novo coronavírus está a reduzir-nos a cinzas…
Na minha adolescência e ao longo da vida, ouvi repetidas vezes de um antigo familiar: “O que será de nós no dia que o turismo nos falte!” Mas nunca pensei ver este filme dramático a desenrolar-se.
Nos últimos tempos escutámos, consecutivamente, de fontes oficiais, o “chavão” de que a Madeira estava a crescer há 40 meses. Ora, em 15 dias estamos na falência. A nossa galinha dos ovos de ouro eclipsou-se.
Hoje temos os nossos hotéis encerrados e os que resistem servem de hospital de quarentena, nem aquele que foi apelidado de “King Kong” por alguns, dadas as suas dimensões, chegou a ver a inauguração concretizada, antes adiada por várias vezes.
Dizem que estamos todos no mesmo barco. Mas tanto os que viajavam no porão, na terceira e segunda classe, como até os de primeira, não escapam ao afundamento. Temos secretário da economia sem economia.
Não há reivindicações de continuidade nacional de milhões de euros ou mesmo de biliões num saco sem fundo que resolvam nos próximos anos a nossa situação.  A nossa matéria prima são as pessoas que nos visitam, ingleses, franceses, holandeses, escandinavos, italianos, espanhóis e até americanos. E todos eles estão também numa guerra contra o novo coronavírus. Resta-nos a Alemanha, com uma população de 80.523,700 milhões, que acreditamos, irá erguer-se rapidamente dentro de três anos. A nossa bóia de salvação está quiçá nos orientais, que virão comprar a massa falida. 
Assistimos, na última crise que nos abalou, ao êxodo de grande parte de população de profissionais de diversas áreas para o Reino Unido e Alemanha. Agora isso não será solução. A União Europeia, que falhou na resposta aos países afectados pela epidemia, será uma casa em que todos ralham e ninguém tem razão, com ameaças de saídas, sendo a Itália a eventual primeira a seguir as pisadas da Inglaterra, já com outros na calha. Uma Europa de mão estendida às “garras” dos chineses. Exemplos? As máscaras, os ventiladores, as luvas, as viseiras que fornecem a todo o mundo. O comércio deste material é por vezes feito no ar, quando os aviões estão em rota, sendo obrigados a mudar o destino num autêntico leilão para quem dá mais.
Quando esta tempestade acalmar, espera-nos o tsunami. Como alguém que já escreveu: “Guardemos as nossas forças para quando a pandemia desaparecer, se o regime pretender coarctar os nossos direitos liberdades e garantias.” Vem aí o pandemónio. Nada que a Bíblia já não tenha previsto. “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio de dores”
 (Mateus 24:7-8)