Albuquerque anunciou fecho de “venda de jornais em banca”, Calado diz que quiosques podem ficar abertos com planos de contingência

O vice presidente anunciou hoje que os quiosques podem ficar abertos desde que tenham planos de contingência e acessos limitados, como os supermecados.
Miguel Albuquerque tinha anunciado cessação da atividade de venda de jornais em banca.

Afinal, os quiosques não vão fechar na Madeira. O vice presidente do Governo Regional garantiu hoje, na Assembleia, durante a reunião da Comissão Permanente, que os quiosques podem continuar abertos e a vender jornais desde que tenham planos de contingência e salvaguardem as medidas de restrição como acontece com os supermercados, relativamente ao acesso de pessoas ao interior.

Esta posição surge um dia depois do presidente do Governo Regional ter apresentado novo pacote de medidas restritivas, designadamente o encerramento das obras e dos quiosques, envolvendo a venda de jornais e revistas, remetendo para a distribuição em casa desses produtos.

Esta medida de Albuquerque motivou uma reação enérgica por parte do diretor do JM, que foi coadjuvado nas críticas por parte do líder parlamentar do PS-M, Miguel Iglesias, através das redes sociais, o mesmo acontecendo com Victor Freitas, vice presidente do Parlamento. O diretor do DN Madeira escreveu que “Miguel Albuquerque, não se sabe com base em que propósito objetivo e rigoroso, resolve aplicar mais uma exceção regional ao decreto nacional, sem consultar quem quer que fosse do sector. Uma decisão que não só impede a venda de jornais regionais em banca, como veda a distribuição da informação  nacional…A Madeira equipara-se a partir de agora a Ovar”.

Também a este propósito, referindo-se ao editorial do diretor do DN, o deputado social democrata Carlos Rodrigues reagiu escrevendo: “E pronto. Os supermercados podem continuar a vender jornais, as padarias podem continuar a vender jornais as bombas de gasolina podem continuar a vender jornais, mas a vaca sagrada decidiu mugir”.