Miguel Albuquerque: Coronabonds é inevitável mas a Alemanha é que manda

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque considerou hoje que as declarações do ministro das Finanças da Holanda, Wopke Hoekstra valem o que valem e que a Holanda tem um peso relativamente pequeno na decisão de emissão de dívida conjunta, os chamados Coronabonds, para apoiar a economia a recuperar da pandemia.

Instado pelo Funchal Notícias a comentar a posição de força de António Costa após a última reunião dos líderes europeus em que Wopke Hoekstra levantou, de novo, o “velho” fantasma entre os países do norte e do Sul da Europa, Miguel Albuquerque disse que a emissão da dívida conjunta será uma inevitabilidade não por causa da Holanda mas por força da Alemanha e da Itália.

“A economia italiana é a terceira economia da Europa e acho que a Alemanha vai ter de avançar para uma emissão de dívida conjunta”, disse.

Segundo Miguel Albuquerque, a União Europeia só pode sobreviver se houver um entendimento relativamente à emissão de dívida conjunta.

“Acho que vai acontecer, pelos sinais que o próprio Banco Europeu está a dar… Mas vai depender sempre da Alemanha”, acrescentou.

Ainda assim, o líder regional chama a atenção para o facto dos Estados-Membros da UE poderem perder alguma soberania, designadamente na “gestão dos orçamentos nacionais e na flexibilização fiscal”.