Conservatório recria músicas dos anos 50 aos 90 com espetáculo a 29 fev. e 1 março no Mudas

Grandes êxitos musicais, dos anos 50 até aos anos 90, estarão em destaque no espetáculo ‘Jukebox – O som da saudade’.

O evento é produzido pelo Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, Eng.º Luiz Peter Clode, e decorrerá nos dias 29 de Fevereiro e 1 de março, respetivamente às 21h00 e 18h00, no MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

Este espetáculo, de música, dança, memórias e muita saudade, tem direção artística e coreográfica de Juliana Andrade, direção musical de Rodolfo Cró e Ricardo Dias e orientação das vozes solistas, convidadas, a cargo de Vânia Fernandes.

O elenco é constituído por cerca de 85 elementos, representado por alunos de dança e dos combos rock, dos Cursos Livres em Artes, e por 6 alunas de canto, do Curso Profissional de Instrumentista Jazz, do Conservatório. ‘Jukebox – O som da saudade’ é de entrada gratuita e limitado à capacidade da sala.

O espetáculo remete-nos para os tempos em que as jukeboxes garantiam o entretenimento em espaços comerciais e locais de diversão, o que exigiu, segundo Juliana Andrade, “muita pesquisa: musical, de estética de guarda-roupa, de estilos de dança e formas de movimento que, embora fosse adaptada à contemporaneidade e à nossa realidade e meios disponíveis, foi imprescindível para dignificar e representar adequadamente cada música e cena, por vezes optando por versões das músicas mais apelativas e dançáveis”.

Sendo composto por 34 músicas diferentes em que os estilos mais acentuados são o pop/rock, o twist, o disco e o grunge, entre outros, acrescenta ainda que “a seleção musical foi muito difícil de finalizar pois as épocas retratadas foram riquíssimas em boa música, essencialmente em boas memórias e que existiam outras tantas que mereciam ser incluídas”. E, embora nos reporte para uma viagem inesquecível, todos os temas e seus componentes “foram adaptados e embebidos em contemporaneidade”.

A reação dos alunos à aprendizagem destes estilos de dança e ao repertório musical foi, para a diretora artística, “a parte mais enriquecedora deste trabalho”.

Na fase inicial, aquando da apresentação dos temas, perceber que, salvo raras exceções, os alunos não reconheciam o repertório escolhido e, agora, “os alunos saberem cantar todas as músicas do espetáculo, com letras em português e inglês, e identificar décadas e nomes incontornáveis da música pop no mundo”.