Rafael Macedo diz temer processos por difamação

Relativamente às notícias que o davam como vinculado ou simpatizante do partido “Chega”, e à resposta daquele partido entretanto tornada pública, o médico Rafael Macedo, candidato pelo PURP nas últimas eleições regionais, enviou um esclarecimento às Redacções no qual diz: “Em primeiro lugar quando disse que apoiava o CHEGA foi para mim um assunto secundário quando me perguntaram se saía da política”.

“O assunto principal prende-se com o meu esclarecimento acerca da minha renúncia de mandato como [deputado] municipal da Assembleia Municipal da Ribeira Brava, tendo sido eleito pelo JPP  e, depois, passando a independente. O motivo pelo qual (que só foi publicado no DN online no último parágrafo assinado pelo Jornalista Orlando Drumond, não aparecendo qualquer transcrição escrita sobre este principal assunto) prende-se com o facto de não existir a liberdade de expressão em segurança para o exercício do meu mandato como deputado municipal. Não posso defender o povo da Ribeira Brava que me elegeu por estar inibido de exercer um discurso livre porque estou sempre com receio de me colocarem mais um processo no ministério público por difamação. A lei da “rolha” assim o permite a quem quer defender, sem artefactos, o interesse da população”, alega Rafael Macedo.
“Eles têm muitos milhões do dinheiro do povo para avançarem contra quem for da oposição (por isso muitos se calam ou vendem-se, NA APOSIÇÃO) [sic] bem como têm a justiça sequestrada que só apoia o partido do sistema, o PSD e seus seguidistas camuflados em movimentos. Como tenho vários processos colocados pelos corruptos do sistema com o aval do Ministério Público, tenho receio que me coloquem mais processos que prejudiquem ainda mais a minha família e, sobretudo, a alimentação e habitação dos meus filhos menores que também de mim dependem. Desta forma, pela falta de liberdade do exercício independente e responsável na política, renunciei o mandato por receio de mais processos, porque esta política desde o início da democracia fez uma Lei que protege os corruptos do sistema”, declara.
“Que me perdoe o povo da Ribeira Brava, mas não pude continuar a exercer o meu mandato SOBRETUDO por este motivo: falta de liberdade de EXPRESSÃO para a defesa dos interesses do povo que me elegeu”, lamenta.
“Assim, já percebem porque muitos da oposição se acobardam quando são eleitos, outros vendem-se e outros saem porque não podem continuar a defesa do seu eleitorado (meu caso e o do Coelho, por exemplo) por receio de processos dos tipos do sistema que são do PSD, os seguidistas de Movimentos disfarçados para enganar o povo e demais corruptos, todos estes que têm Justiça e a Liberdade política responsável sequestradas”, conclui o comunicado.