Cafôfo diz que Mário Pereira é factor de instabilidade na Saúde

O deputado Paulo Cafôfo veio hoje lamentar a actual situação a que se assiste na Região, nomeadamente no que toca à “novela” criada em torno da nomeação do Dr. Mário Pereira enquanto director clínico do SESARAM. O Governo Regional, acusou, coloca os “interesses políticos ou partidários acima dos interesses da Saúde”.

Em declarações à comunicação social, esta tarde, em frente à Assembleia Regional da Madeira, realçou que “não há uma solução política, porque, neste momento, há uma guerra aberta na Saúde por culpa do Governo Regional que colocou a Saúde numa “trincheira” político-partidária”.

Ora, “à falta de estratégia que vínhamos assistindo já na outra legislatura e que continua nesta”, declarou, vem somar-se “uma falta de diálogo, uma prepotência, uma arrogância por parte do Governo Regional, a começar pelo presidente do Governo que disse: ‘quem quiser que se demita’”.

O parlamentar socialista considerou que “o Governo Regional trata estes cargos de chefia, estes profissionais da saúde, como se fossem assalariados políticos, como se fossem cargos de nomeação partidária à semelhança do que existe no Governo, e já são mais de 250 nomeações feitas por este Governo Regional”, frisou. “Estes profissionais da saúde não são de nomeação partidária, nem estão ali para fazer favor a ninguém, estão ali para exercer a sua missão clínica”.

O deputado socialista falou sobre a origem de todo estes atritos criados na área da Saúde, que têm por base os acordos desta coligação PSD/CDS, onde “ficou estipulado que o director clínico seria indicado pelo CDS”.

“Estamos aqui a partidarizar uma direcção clínica que deveria estar à margem de qualquer interesse político ou partidário”, criticou.

Paulo Cafôfo diz que “os dois principais autores no meio desta novela política, o secretário regional, Dr. Pedro Ramos, e o secretário regional sombra, Dr. Mário Pereira, não têm condições políticas para continuar, não só porque não têm legitimidade política, mas porque também não têm capacidade para resolver os problemas da Saúde”.

“Neste momento, o Dr. Mário Pereira é um factor de instabilidade e não de união. E nós precisamos de paz e tranquilidade no sector da Saúde”.

Para Cafôfo, “a questão do diálogo é o que mais tem faltado neste Governo”.