Fotos: Rui Marote
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, declarou hoje que o objectivo das “Presidências Abertas” que hoje iniciou é “procurar identificar o trabalho que vem sendo desenvolvido, seja pela CMF directamente, seja indirectamente, com os apoios ao associativismo que tem oferecido, sendo que este ano investimos neste associativismo cerca de um milhão e meio de euros”. As palavras foram proferidas numa visita realizada hoje de manhã à Associação C.A.S.A. – Centro de Apoio ao Sem Abrigo, situado no Auto-Silo do Campo da Barca, na freguesia de Santa Luzia.
Fazendo-se acompanhar pelo seu executivo, Miguel Gouveia salientou que o CASA trabalha com sem-abrigo e também com famílias necessitadas [ver a nossa outra reportagem hoje com a directora técnica, Sílvia Ferreira]. Estas “Presidências Abertas” irão, em 2020, passar por todas as freguesias do Funchal, sob o mote “O Funchal que nos une”.
“Importa perceber que o Funchal é uma cidade única (…) que nos une a todos (…)”, na intenção de um desenvolvimento “que não deixe ninguém para trás”. Daí, frisou, o facto de se ter começado pelo CASA, que trabalha com pessoas em situações extremas, indo assim ao encontro de um repto deixado pelo presidente da República: o de tentar investir na problemática dos sem-abrigo, para dentro de poucos anos conseguir uma verdadeira inclusão.
No âmbito das visitas presidenciais deverão ser abordadas diversas vertentes que caracterizam o mesmo Funchal: a sua valência como cidade educadora, o que é realizado na área cultural ou educativa, e outras. Tudo isto auscultando as entidades associativas e a população.
Apesar do orçamento chumbado, declarou Miguel Gouveia, a CMF tem a responsabilidade de colocar a cidade acima e continuar nela a investir, pois “é para isso que fomos mandatados”.
Questionado pelos jornalistas sobre se estará preparado para recandidatar-se a presidente da Câmara, Miguel Silva Gouveia confirmou que já manifestou a sua disponibilidade para tal em 2021. “A partir daí, são questões que seria extemporâneo estar agora a discutir. Temos este ano de 2020, em que é tempo de arregaçar as mangas e trabalhar (…) implantando na cidade o projecto para a década que fez parte do nosso programa eleitoral em 2017 e que, como todos os itens lá plasmados, será cumprido, ou pelo menos faremos a nossa parte para que tudo seja cumprido à risca, com a mesma verba”.

As reuniões de Câmara, adiantou também, serão entretanto descentralizadas, realizando-se uma em cada freguesia do Funchal. Neste mês de Janeiro, realizar-se-á numa escola, precisamente pelo facto de o Funchal ser uma cidade educadora, e por termos de ir ao encontro daqueles que serão os responsáveis por construir um Funchal de futuro: as nossas crianças e os nossos jovens (…)”.
A escola em questão será o Colégio de Santa Teresinha, e a reunião será na quarta-feira, dia 22.
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