Gare do porto do Funchal, um património caro e pouco utilizado

*Com Rui Marote
No dia 31 de Maio de 2020, terá passado uma década desde que a gare marítima do cais sul do porto do Funchal foi inaugurada. Um dos maiores investimentos da história da Madeira, já que o custo da gare superou os gastos que se teve com a própria construção do porto.

A gare está neste momento a ser submetida a arranjos no tecto da estrutura, que mete água no seu interior. A aparente razão será a corrosão causada, entre outros factores, pelo excremento das gaivotas, que provocaram danos na cobertura. As fotos que hoje publicamos são elucidativas e dão a conhecer aos leitores madeirenses áreas às quais os mesmos não têm acesso – mas que pagaram.

Escadas rolantes que nunca funcionaram; elevadores que nunca entraram em actividade e nos quais ainda está por ser colocada a placa de sinalização dos botões; mangas para facilitar o embarque e desembarque de passageiros, que nunca entraram em actividade (uma delas nunca funcionou e está para ser desmantelada; a outra que funcionou meia dúzia de vezes e que aguarda o mesmo destino, estando também neste momento avariada).

Estruturas que estão enferrujadas, uma varanda à qual o povo não tem acesso e que está sob a alçada do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Ainda existem ali cinzeiros gigantes e alguém lá fuma…
As lojas do porto estão na maioria encerradas. As que estavam destinadas ao bolo de mel e vinho Madeira estão fechadas. O café já mudou de dono duas vezes e apresenta-se com um visual pouco atractivo a turistas e visitantes.
Será que Paula Cabaço já se inteirou deste “espólio” pouco utilizado, após dois meses à frente da APRAM?