PSD “força de bloqueio no Funchal” representa “forma de violência financeira sobre as famílias”, acusa Miguel Gouveia

Miguel Silva
“Este boicote à cidade de dois partidos que têm uma agenda político-partidária bem vincada, que vai claramente contra a salvaguarda dos interesses dos funchalenses, considera Miguel Gouveia. Foto Rui Marote
Assembleia Municipal “quente” com o PSD a ser alvo por parte da Coligação que lidera a Câmara. Foto Rui Marote

A forma como decorreu a Assembleia Municipal de hoje levou o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, a uma posição forte neste final de dia, não poupando ataques ao PSD e ao CDS, as duas forças que foram a coligação governamental na Região e que se juntaram, agora, no poder local.

Miguel Gouveia afirmou hoje que “a força de bloqueio constituída pelo PSD e pelo CDS representa hoje, no Funchal, uma forma de violência financeira sobre todas as famílias do concelho. É preciso que os funchalenses saibam que, hoje, o PSD e o CDS aprovaram a retirada de 4 milhões de euros ao Orçamento Municipal que seriam canalizados diretamente para as famílias, pondo em causa um conjunto fundamental de apoios sociais que são atualmente insubstituíveis.”

“Este boicote à cidade de dois partidos que têm uma agenda político-partidária bem vincada, que vai claramente contra a salvaguarda dos interesses dos funchalenses, coloca em risco um vasto conjunto de medidas, tais como as bolsas de estudo universitárias, os manuais escolares gratuitos, o subsídio municipal ao arrendamento, a comparticipação de medicamentos ou os apoios à natalidade e à família. Todo o Fundo de Investimento Social da Câmara do Funchal fica em risco com esta política de terra queimada, de quem só está interessado em responder às agendas dos seus próprios partidos, sacrificando, para isso, os munícipes que os elegeram.”

O líder da Autarquia funchalense diz que “pese o bloqueio declarado que se verifica na Assembleia Municipal, que está hoje completamente instrumentalizada pelos dois partidos, com posturas que roçam a ilegalidade, procurando criar a partir de dentro todo o tipo de obstáculos à gestão da Câmara, o Funchal continuará a trilhar o seu rumo de desenvolvimento, alheio ao oportunismo e à irresponsabilidade, em nome de uma cidade com menor desigualdade, com mais justiça e mais equidade. Estamos cá para defender as nossas famílias, e assim continuaremos, seja contra o PSD e o CDS, seja contra todos quantos pretendam que os funchalenses sejam um dano colateral na sua tentativa de derrubar a Câmara Municipal do Funchal.”


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