D. Nuno Brás na Jornada dos Leigos: “Os ensinamentos de Deus não têm prazo de validade porque Ele continua a fazer-se carne em nós e a mudar as nossas vidas”

Leigos de toda a Diocese do Funchal reuniram hoje, no Colégio de Santa Teresinha, para participarem na Jornada do Apostolados dos Leigos, subordinada ao tema  “Aprender a ser Cristão”, tendo por base os ensinamentos de São Lucas,  “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.

E foi, justamente, meditando no Evangelho, mais precisamente nas palavras do anjo Gabriel a Maria, na anunciação, que o Bispo do Funchal abriu a Jornada deixando o mais curto ensinamento do dia mas seguramente o mais profundo. Referindo-se  à frase emblemática da Virgem Maria “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” e consequente nascimento do Salvador, D. Nuno Brás lembrou que “os conteúdos de Deus não têm prazo de validade. Permanecem para sempre”. A anunciação a Maria é “um acontecimento revolucionário da história da humanidade. Deus faz-se homem e assim aconteceu numa atitude de disponibilidade e de acolhimento da Virgem Maria. Este acontecimento tem lugar em cada batismo. Os santos deixaram que Deus se fizesse carne nas suas vidas. Esta é a grande maravilha de ser cristão. Tudo o resto são consequências disto. Este é o convite: que hoje e ao longo de todo este ano pastoral tenhamos consciência da grandeza  e da responsabilidade de sermos cristãos. Deus continua a fazer-se carne em cada um de nós e a mudar as nossas vidas”.

Na esteira desta reflexão, D. Nuno Brás afirmou que, “se pensássemos bem no que é o batismo, nós rebentávamos, tal é a sua grandeza… É muito bom ser de Jesus Cristo. Então, que o batismo não se reduza a uma festa com amigos mas seja um estado de vida. Nós nunca nos cansamos de contemplar e agradecer ao Pai por nos ter feito seus filhos muito amados”.

O padre Francisco Mota, jesuíta e diretor-Geral da revista Brotéria foi o orador convidado a orientar os trabalhos da Jornada tendo abordado o tema de “Escutar Deus e aprender a escutá – L ’O cada vez mais e melhor”. O desafio é saber como escutar Deus. Uma primeira sugestão foi a de criar espaços para o silêncio, até porque Jesus foi o primeiro a dar o exemplo, retirando-se sempre para os montes, em oração com o Pai e só depois descia para o mundo.

Segue-se a questão de saber “para quê escutar Deus?”. O padre Francisco Mota respondeu salientando a importância do “conhecimento interno do Senhor para melhor o louvar e seguir. Não basta conhecer os horários e a doutrina de Jesus, mas conhecê-lo por dentro. Por outro lado, defendeu o orador, “se queres ter fé, transforma todos os atos da tua vida em amor”.

O Padre Mota entrou depois na segunda palestra, “a Palavra de Deus dá forma à nossa vida”. Mas é necessário “encher os nossos pensamentos com as coisas boas de Jesus”.

Finalmente, o sacerdote jesuíta focou a sua intervenção na “graça de Deus”, defendendo que é algo “santificador, permanente e exigente. A graça é um favor, é o socorro gratuito que Deus nos dá”.

A parte da tarde dos trabalhos foi preenchida com testemunhos, sendo ainda de referir a animação feita pelos jovens do grupo “Eleuterios Coros”.


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