Bernardo Trindade aponta a “capitulação total do CDS” e prevê que o “escrutínio ao governo vai ser duro”

bernardo trindade
“Percebo o síndrome Luísa Gusmão (mais vale ser rainha por um dia…) do Zé Manel Rodrigues e do Rui Barreto, sim, mas para quem era a segunda força política na Madeira, deixa muita gente insatisfeita e desiludida…”

O administrador hoteleiro madeirense Bernardo Trindade, que integra o grupo Porto Bay, dirigente socialista e membro da atual liderança da TAP, lançou algumas questões relativamente ao recente debate do Programa de Governo, tendo em conta um novo quadro parlamentar de oposição reduzida a três partidos, bem como o aumento substancial de representação do PS, a que se alia uma fórmula de governação inédita na Região, de coligação PSD/CDS.

Bernardo Trindade, na sua página da rede social Facebook, escreveu recentemente ter acompanhado o debate do Programa de Governo e um dos destaques vai vai para aquilo que considerou ser “a capitulação total do CDS. Percebo o síndrome Luísa Gusmão (mais vale ser rainha por um dia…) do Zé Manel Rodrigues e do Rui Barreto, sim, mas para quem era a segunda força política na Madeira, deixa muita gente insatisfeita e desiludida…”

Do JPP e do PCP “estiveram muito alinhados com uma mensagem coerente de oposição”, enquanto do PSD retrata que esteve “muito alinhado com a mensagem eterna dos méritos próprios e deméritos a Lisboa. Freudiano: mérito ? Meu. Demérito ? A culpa é do pai…Previsível e gasto, ainda assim valeu a vitória eleitoral recente sem maioria absoluta. O tempo não está para inventar”.

Bernardo Trindade referiu-se ao PS e aponta que se percebe que “o escrutínio ao governo vai ser duro”: “Com uma maioria social favorável à mudança – o PSD / CDS passam em 4 anos de 58% para 45%, o PS apresentou-se com uma equipa praticamente nova. E aqui, gostei, gostei das mensagens concelhias comprometidas com as populações locais, gostei do saber técnico de alguns deputados. Percebe-se que o escrutínio ao governo vai ser duro. Turismo e transportes, agricultura e ambiente, saúde e educação, foram áreas muito bem preparadas. Ainda bem. A Madeira e o Porto Santo agradecem”.

Em duas notas finais, o dirigente socialista direciona uma delaração para Susana Prada – “a Sra secretária do Ambiente diz que teve 20 a Matemática na escola. Olhe, aproveite esses dons para resolver a perda de 70% da água que consumimos. Agradecemos todos”, e uma outra para o Governo – “fiquei a saber pelo governo que a Madeira é a única região do país com balança comercial positiva. Deve ter, tem de ter turismo, ainda assim a Madeira é a única região do país onde os números do turismo caem…”

Bernardo Trindade fala do Parlamento para recordar que “a história da democracia na Madeira foi sempre marcada pela diminuição deliberada do papel do parlamento. A estratégia de apoucar e transformar o 1 órgão da autonomia no paralamento, serviu apenas para eternizar um modo de agir. Desse estamos salvos”.