“Ajudem a gente”, pedia-se no último dia da Feira do Santo

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A Feira do Santo viveu hoje o seu último dia.

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O abaixo assinado circulou entre vendedores e visitantes.

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Este espaço irá manter-se aberto todos os domingos.

Santo Feira A“Ajudem a gente”. Foi assim, um pouco por todo o lado, hoje, na Feira do Santo da Serra, que viveu o último dia depois da decisão da Câmara de Santa Cruz de encerrar o espaço que está instalado num terreno da Diocese.

O pedido de ajuda era acompanhado por um abaixo assinado, que começou a circular, numa última tentativa para não acabar com a Feira do Santo, numa das áreas em que os vendedores ambulantes comercializam roupa. O abaixo assinado era subscrito pelos vendedores mas também pelos visitantes, alguns descontentes com o facto de acabar aquela zona que fazia parte já do passeio de domingo.

Relativamente ao outro espaço em frente, destinado à venda de produtos agrícolas e restauração, a atividade não vai parar, sendo que nesta área há lugar a pagamento mensal, à Câmara de Santa Cruz, que varia entre os 100 euros, se o espaço se situar próximo da entrada, até aos 50 euros mais no interior.

A Autarquia diz que a decisão é irreversível e já reagiu, em comunicado emitido na última semana, lamentando “o aproveitamento político de uma decisão perfeitamente legal e ponderada, que foi tomada por esta autarquia, que não encerrou a Feira do Santo da Serra, mas sim cessou o contrato de arrendamento com a Diocese do Funchal, por claro incumprimento dos feirantes, que não pagam renda e que manifestaram sempre resistência durante os seis anos em que se tentou fazer acordos de pagamento”.

A Câmara explica que “o que existe no Santo da Serra é um claro caso de injustiça perante os cidadãos que cumprem os seus deveres, que pagam os seus impostos e rendas, e que cumprem as regras de viver numa sociedade democrática, onde os direitos correspondem a deveres. Por isso mesmo, gostaríamos que a CDU e o seu deputado eleito, em vez de promover a arruaça, defendesse e elogiasse todos os cidadãos que honram e cumprem os seus compromissos”.

A Autarquia liderada por Filipe Sousa garante que “a decisão tomada pela Câmara Municipal de Santa Cruz é definitiva, porque sustentada no rigor, na legalidade e porque a situação da Feira do Santo da Serra criava um desequilíbrio financeiro, uma vez que a autarquia nada recebia, tinha de pagar renda e assegurar serviços com a água, a eletricidade e a limpeza do recinto. Nenhum outro empresário ou vendedor tem este tipo de benefício”.